quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANÔNIMO


Não fiquem bravos meus queridos filhos. Tampouco me critiquem os manos que tanto considero. Meus pais, principalmente meu pai com certeza vai entender mesmo sem ser mais parte deste mundo louco. Aos cunhados não devo satisfação. Em uma reflexão rápida, coisa que não lhes é comum, deviam perceber a falta de riqueza e sabedoria em suas vidas, mesmo insistindo na pose de melhores do que os outros. Enfim, para você Ricardo dedico neste momento todo o meu pensamento . Você para mim é uma grande pessoa. Errou, pecou, não interagiu com a vida em alguns instantes. Mas surpreende na magnitude de suas atitudes simples . Está ao meu lado e me estende a mão. É orgulho dos nossos filhos e brinca como criança com as nossas netas. Me ama , me cuida. É meu cúmplice, meu amante. Você é o homem que mais admiro neste mundo. Ainda bem que é anônimo, pois se artista fosse , correria um grande risco de não tê-lo ao meu lado tão lindo assim. Te amo !

quinta-feira, 17 de junho de 2010

PEDAÇOS DE MIM

O frio intenso em BH me faz recordar Paris. Cidade linda vista com meus olhos de paixão e de entrega. Parece que em alguma época eu vivi por lá. Se entro em devaneio sou capaz de me sentir uma cortesã do Sec. XIV circulando entre os artistas da época. Rio e brinco pelas ruelas com a bela arquitetura dos seus casarões. Doce Paris que me encanta e enleva. Se fecho os olhos posso flanar tal qual Baudelaire e consigo criar versos tal qual o grande poeta fazia. Mas... a realidade se sobrepõe aos meus sonhos. O som das buzinas me acorda e intimida. A freada brusca do veículo na esquina de casa me traz de volta a realidade. O telefone toca. Ouvir a mulher rancorosa falar com pessimismo sobre a vida que leva me faz refugiar novamente em meu doce mundo. O encanto transparece em minhas recordações nas quais posso ignorar os apelos deste mundo doido que tudo faz para que sejamos infelizes. E vou sonhando e reconstruindo com as lembranças os pedaços de mim. Em um último instante tenho que escutar a voz longíngua perguntar: Você ainda está ai? Consigo responder quase automaticamente que sim. No entanto, estou bem distante, principalmente de pessoas mal amadas e infelizes como ela. Entorpecida pela leveza do momento sou amada, sou amante, sou feliz!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MEU PENSAMENTO

Gente !!! Morri de rir do comentário do gay que surgiu na TV. Disse ele, em alto e bom som, que metade dos atores da GLOBO que, eu brinco com as pessoas quando conto algum caso que é GROBO, são " muito estranhas".
Sabe aqueles casos do sofá? Sabem aqueles tantos outros casos do bicha que casou para mostrar que é macho? E das tantas que casam para facilitar um Swing?
Vixe Maria!!! Não tenho nada com isto.
Mas, acho engraçado o fato do maconheiro ter sido tão grande ameaça na minha época, agora ser tão aceito.
Pior que isto é o fato de maridos jovens e mulheres esclarecidas acharem que o vício é condenável, mas dividirem uma perversão sexual que os fazem serem "qualquer coisa" em ambientes de pobres "CARAS" mal resolvidas .
Na minha opinião retrógrada:
QUEM AMA NÃO DIVIDE!
NUNCA FUI MACONHEIRA! NUNCA CONDENEI QUEM FOI NA MINHA ÉPOCA!
MAS NENHUM DE NOSSA ÉPOCA JAMAIS ADMITIU DAR MULHER DELE PARA OUTRO.
Isto é coisa de cafetão. De quem quer dinheiro ou , de quem quem não tem dignidade .
Pior! É de quem nunca será "CARAS" e, tampouco nunca teve caráter.

ANA LUÍZA !!!

Vovó, Ana Luíza, para variar, está aqui chorando esperando você mostrar seu rostinho lindo ao mundo. Sei que posso não ser a vovó que você aí onde esteve esperando este momento de nascimento , seja quem você espera. Mas, independente disto, amo tanto você! Sabe que, de uma certa maneira, quisera que sua mãe fosse filha minha. Poderia ter mais liberdade para estar ao lado dela neste instante. Mas, vocè vai ver como são as coisas. Sogra neste caso deve se contentar em ser figurante. Ana Luíza! Vovó não consegue fazer estas diferenças, mas tem que respeitar , com certeza , seus pais. Eu amo muito ... muito... vocês ! A concorrência é grande, eu sou tímida! Talvez não apareça em nenhuma foto. Mas, Ana Luíza e Bianca, entendam sempre que para mim vocês são minha vida. Independente de tudo e todos. Se, em algum momento, como sempre fazem alguns , ostentarem vocês como troféus de inteligência, riqueza , poder, supremacia ou sangue de alguém, lembrem-se desta vovó querida que sempre amou os outros pelo que são. E agora, tem a glória de Deus de tê-las porque são sangue do meu sangue abençoado por DEUS!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sei que nada sei e vou seguindo a vida. Com baita gripe e dor de cabeça. Nada me entristece mais do que não conseguir explicar para o outro que os olhares sobre a vida podem e devem ser diferentes. Radicalismo e imcompreensão não levam a lugar algum. Aliás, levam sim. Muitas vezes a atos desesperados e sem sentido.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ETERNAMENTE !!!

Sarita!
Vê se isto é nome que se dê para filha em pleno século vinte. Mas, é fato. E é personagem desta história maluca que eu ouvi em determinado salão de beleza.
O outro personagem atende pelo nome de Apolinário e... Vixe Maria! É mais um nome danado de esquisito.
Pois bem! Ambos já eram bem conhecedores de vida a dois, com outros parceiros, quando se apaixonaram.
A mulher, mais fogosa e bonita tinha um filho com o ex que, vira e mexe, era motivo de discussões à respeito de pensão. Pelo celular, enquanto quase queimava a cabeça da cliente com o secador ela discutia o assunto com o ex parceiro.
O diálogo era em alto e bom som e ultrapassava o barulho provocado pelo equipamento de beleza.
- Cê num vem buscar ele hoje não?
- Num dá. ( Ouvia-se a resposta pelo aparelho de alta tecnologia segundo o vendedor do melhor shopping da cidade situado no centro da cidade).
Com cara de paisagem a clientela fingia ler, entre tantos outros, o melhor jornal da região que trazia estampada em sua capa as fotos de um estrupador ensaguentado após o linchamento em via pública e uma mulher quase pelada.
-Eu sei! Ocê já se esqueceu dele, nem paga direto a pensão que, aliás, cê deve tá gastando com aquelas vagabundas.
- Quer saber, eu tô sabendo é que o que eu dou cê tá gastando é pr'á se enfeitar pro malandro do Apolinário.
-Ora! deixe esta conversa p'rá depois. Tô no trabalho cara!
Ainda assim, a conversa continuou por mais algum tempo entre mais umas duas quase queimaduras por distração da cabeleireira no manuseio do secador. Mas, valia pelo caso que, com certeza, seria contado após o telefonema e, também, pelo bom preço da escovadela.

Não deu outra.
Sarita, assim que desligou o celular começou e, com direito á platéia da qual eu fazia parte, descrever a seguinte história: Apolinário não gostava nada disso. Queria ser dono só. Mas o coração dela ainda estava inseguro.
A noite na cama estreita que servia de pretexto para um aconchego; ele reclamava da exclusividade.
E ela descrevia os diálogos com um sorriso maroto.
- Apoly vive reclamando que eu dou muita confiança para o pai do meu filho. Mas eu peço prá ele mudar de assunto e fazer amor.

Mas, o amor de "Apoly" não apagava a outra paixão dava para perceber. Que, por coincidência, ou não, como veremos adiante, também tinha o nome começado por A. Um nome mais decente - no bom sentido - Alexssandro, assim mesmo com dois esses como ela fazia questão de dizer.
Contou também que, de tanto participar das promoções do jornal comprado diariamente para ser lido pelas freguesas fiéis do salão "Novo Mundo", ela foi chamada para participar em uma delas.

Teria que apresentar uma prova de amor para aqueles que mais amava em sua vida. A promoção dava direito a quatro respostas, cada uma, publicadas em uma edição diferente do jornal.
Sarita não se fez de rogada.
Na data combinada lá estava toda bonita de salto alto. Cabelos jogados ao vento (fruto de uma boa química feita em seu salão), a voz tranquila e um sorriso enigmático.
- E então? Pergunta o responsável . Qual a sua prova de amor para quem você mais ama na vida.
Sarita apresenta uma bela tatuagem em suas costas que vai de um ombro ao outro, na qual exibe orgulhosa em letras garrafais, entremeada de figuras de rosas, a seguinte frase: ETERNAMENTE SUA, completada embaixo pelas iniciais: S. e A.

- Nossa! Diz admirado Agnaldo, um dos editores da promoção. E o que significa?
- Eternamente sua. Sarita eu, claro, e meu filho Alexssandro Júnior com dois esses .

- Que lindo! Vai ser publicada amanhã a sua primeira resposta.
Dia seguinte, editor a postos.
Sarita diz que todas as suas respostas mostrarão o mesmo significado do seu grande amor.
Ele se rende e diz a premiada que, para poupar tempo e dinheiro tão importantes na mídia, na vida, no mundo (blá... blá.. ) fariam todas as sessões naquele dia . As publicações sairiam em dias diferentes.
Sarita fingiu um sorriso de decepção básico, segundo ela. Mas dentro de si, de olhos fechados e punhos cerrados gritou silenciosamente um huhul! Era tudo que queria.
- E então para a edição de amanhã?
_ ETERNAMENTE SUA. Soraia e Antônio. Meus pais queridos.

-Na próxima quem será o seu amor?
- ETERNAMENTE SUA . Sarita e Apolinário
.
Sorrindo, e fazendo um meneio de cabeça, tipo: não estou acreditando, o responsável pela promoção pede para fotografarem a última edição com direito ao prêmio.
_ Para quem é esta declaração de amor tatuada de todo tamanho em seu corpo que fará parte da quarta edição do jornal?

- Ou ! É para Alexssandro pai do meu filho. Alexssandro com dois esses.
ETERNAMENTE SUA. Sarita e Alexssandro.
Inteligente como ela só, comprou a edição que dizia sobre para cada um. E, no momento certo, entregou para cada um deles.

Seu filho ainda não sabe ler. Cursa o primeiro ciclo de alguma escola particular que cobra caro e não ensina nada. Mas adorou rasgar a reportagem do time adversário para fazer foguete.
Seus pais se sentiram orgulhosos. Mas, estão preocupados com o interesse da mídia em divulgar que ela faz parte de uma das mais tradicionais famílias da sociedade em declínio que há.
Sarita, que não é boba nem nada, ganhou duas noites de amor inesquecíveis.
Em uma delas conseguiu a pensão que queria para seu filho.
Na outra , continua a ganhar as benesses do velho gagá Apolinário , vulgo "Apoly", de 60 anos, que ela agora apelidou de "El Azul".

MORADORA DE RUA DO MUNDO.

Creio que sou moradora de rua deste mundo louco. Ainda agora um caso com pessoas conhecidas me intriga e me faz desejar não ser parte de nenhuma micro, macro ou qualquer coisa que sintonize ser sociedade. Sem querer revelar nomes já adianto que são situações que me deixaram extremamente sensibilizada em um primeiro momento , para depois ficar completamente perplexa. Eu explico: R. é uma garota que desde cedo foi mimada pelos pais e irmãos mais velhos. Seus atos inconsequentes sempre foram justificados por acharem que ela fosse imatura, sofrida porque viveu um revés de amor- era muito novinha - e tantas outras desculpas vindas de uma rede de proteção que agia com amor. Talvez por encontrar tantos afagos gratuitos e não dar valor a verdadeiros sentimentos impedida que era pelo uso abusivo de drogas, envolveu-se com um homem sem caráter que conseguiu acabar com o resto de bom senso que nela ainda existia. Um indíviduo estranho que nunca foi de frequentar a família mas que por ter pai e mãe influentes e ter uma boa aparência tornou-se marido de R.. O que veio à tona depois de algum tempo, inclusive quando o casal já tinha filhos, é a estranha forma de relacionamento que eles mantinham com os amigos. As mulheres eram de todos. No ínicio, com certeza movida mais uma vez pelo extase proporcionado pelas drogas ela não se deu conta da real situação a que se expunha. Só quando a situação financeira do parceiro se tornou preocupante foi que quis sair fora. Procurou o conforto da família e mais uma vez encontrou o apoio necessário. Diante do caso inusitado foram unânimes não só em estender-lhe as mãos como tomarem totalmente seu partido. Uns diziam que a exposição ao vício era por problemas causados pela imoralidade praticada pelo parceiro. Outros, que isto era um dos assédios sexuais mais constrangedores. Houve quem ameaçou dar uma surra no indivíduo que havia rompido com os padrões que regiam a educação de R. Até alguns que não questionam estes novos tipos de envolvimentos não se sentiram à vontade diante do fato amplamente divulgado no círculo de amizades da mulher. Pois não é que dias destes mesmo depois de R. maldizer e execrar a tal figura, provocar sentimentos de revolta e ódio contra ele no seio familiar, ela aparece diante de todos o chamando de querido e no maior chamego. Atropelou sentimentos, causou mágoas e nem sequer deu satisfações para ninguém sobre sua nova postura. Não está nem aí. Linda, se prepara para a festa ao lado do amado, enquanto no encontro anual da família ninguém consegue disfarçar o mal estar. Ainda existem alguns, poucos, que por não terem conhecimento total dos fatos do "sofrimento" causado pela separação do casal sorriem por vê-los novamente juntos. Mal sabem que toda esta história na verdade está a ponto de separar é a família.

Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

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BH, MG, Brazil
Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.