terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AMAR ASSIM NÃO TEM PREÇO

Muito a escrever e contar . Porém o tempo que me detenho neste espaço tem se tornado escasso e principalmente desmotivado. Me cobro, pois sei das noites que acordo e escrevo no escuro do quarto. Tenho feito verso e prosa descritos em pedaços de jornais com lápis coloridos. Continua forte na memória e no meu pranto, a vontade da criação que se derrama aos borbotões nas palavras que me assaltam de rompante meu coração e que se esvaem sem que aqui faça o resgistro.
Ainda volto a estes assuntos.
Mesmo porque, na  data  de hoje, quero dizer deste meu dia. Comemoramos, Ricardo e eu, trinta e oito anos de casados. Quero descrever minha alegria e, se possível fosse, gritaria ao mundo o meu amor por ele. A apologia a este sentimento assim tocante que sinto  é, com certeza, reflexo da forma como ele é comigo. Amigo, companheiro, amante. Que me faz mimada, amada e na completude do meu ser mulher. Tem graças que se alcançam com as bençãos uníssomas do Ser Supremo. Que nos fazem resistir às dores indescritíveis e nos dão forças para passar por provas incontestáveis de sofrimento. Quero crer que sou privilegiada por ter sido contemplada com uma delas. Ter ao meu lado, todo este tempo, alguém assim que me ama na plenitude deste sentimento, ser correspondida e amá-lo intensamente. Resposta maior a esta graça são os presentes de DEUS  que a nós foi concedido - os nossos filhos e as netas tão queridas. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A CARTA QUE NÃO SERÁ ENTREGUE

Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2012


Queridos irmãos e irmãs,


Ontem para mim foi uma noite muito triste. Após a ressaca de um natal desproporcional na alegria e organização de outros anteriores recebi um telefonema da mana Morgana indignada com o comportamento da Cássia. Na conversa que ela teve comigo traduzia parte do pensamento de todos nós, que no entanto nos abstemos de assumir, porque  fica mais fácil lavarmos as mãos, qual Pôncio Pilatos, diante dos fatos.
A própria Cássia já verbalizou que ela até mora na casa da mamãe, mas quer distância dela para preservar a filha. E mais, que não aceita ficar com ela nos finais de semana nem feriados. 
O fato da mamãe nos deixar confusos em seus momentos convicentes de lucidez também pertuba. É ela própria, inclusive, que cria situações conflituosas e depois se omite. Sabemos que não estamos conseguindo lidar com imparcialidade diante do que ocorre. A fragilidade emocional e física dela também é cada vez mais vísivel. Cada filho tem se refugiado com sua angústia no canto mais confortável do seu lar. Compreensível, não fosse a realidade nua e crua que se revela cada vez mais forte e que provoca reações imprevisíveis que necessitam de intervenções urgentes para não se transformar em caos.   
Diante deste esclarecimento, vamos ao desabafo da Morgana.
 Segundo ela, e vísivel e perceptível para todos nós, a mudança da Cássia para o Prado só revelou despreparo na condução de uma situação que já se apresentava problemática desde a mudança para lá da Danielle.
Fazendo um parêntesis, me lembro que, na ocasião, eu comentei com a Gilda que  trabalhava conosco em um projeto na PBH e voltávamos juntas, o quanto me incomodava a situação que provocava na mamãe crises nervosas. Naquela ocasião o desafeto dela era a Maria Eduarda filha da Dani. Mais uma vez, a única a expor a tragédia que se avizinhava foi a Morgana. Mamãe a detestou pelo escândalo que ela deu ao cobrar da  Dani o que de fato ali acontecia e que, mais uma vez, todos nós irmãos víamos mas,  por omissão, covardia, ignorância ou comodismo não enxergávamos.
 Começava a temporada da descoberta do mal que acometia nossa genitora. Não foi de nenhum de nós a busca pela verdade dos fatos, que apesar de visíveis no comportamento adulterado da então frequentadora da Igreja e das atividades da Paróquia de Cura D' ars, ignorávamos. 
Foi por um momento percebido por uma das integrantes do movimento social da Igreja, que a encontrou sem a bolsa e tampouco sem saber onde estava e a levou de carro para casa  que, ao me me comunicar sobre o episódio, me alertou sobre o Mal de Alzehemer.
Aquele momento para mim continua sendo indescritível. Do tanto que ainda me dói ressalto a percepção da impotência de não poder salvar a vida viva. A falta do meu filho é dolorosa. Inexorável a vontade de ter sua presença física. Mas ele é perceptível. Íntegro em sua  presença espiritual, e perseverante para acalentar o sofrimento que me aflige.
O que me acomete no entanto , no momento, é o sentimento de estar em um museu de cera. Vejo minha mãe, linda como sempre foi. Mas, se esvaiu  o brilho do seu olhar humano. O seu sorriso não é mais verdadeiro. E, por favor, não me digam que  palavras  saiam dos seus lábios e  sejam verdadeiras. Hoje a mamãe é apenas um espectro de si mesma.
Comentei com a Marilda, hoje, que sequer ela se lembra de rezar por nós. Em um grupo de oração em Pequi, em nossa casa, lembrou de rezar por tantos, menos por nós.
Enfim, voltando ao desabafo e cobrança de atitudes de nossa parte em relação ao que atualmente e realmente acontece na casa da nossa mãe coaduno com todas as opiniões emitidas por Morgana, mesmo porque, já havia  a muito mais tempo as expressadas da mesma forma, porém sofrido uma intensa retaliação.
Sinto,  e muito, por minha irmã Cássia que talvez ainda não tenha percebido o tanto a mais que a amo. Talvez, é só uma última tentativa de fazer com o que o coração dela ouça : Maninha Deus tudo vê , tudo pode, nos ouve e o tempo dele não é com certeza o nosso. Mas se a essência da nossa vida, que é a alma, não se afinar com os nossos sentimentos, tudo estará perdido. Não há amor que resista ao ódio!

Márcia Cesar.


 



FACE ALFACE

Ando com preguiça. O face  virou um alface, tal qual, sem gosto e novidade. Reduto de alguns poucos, que ainda se alinham com a perpectiva de instrumento de desalienação.
Acho que a idade vem me pegando de jeito e estou mais seletiva. Não consigo dar desconto nos créditos para aqueles vislumbrados e deslumbrados na exposição do cotidiano de suas vidas. A miscelânea produzida e reproduzida em poucos segundos sem promover o prazer de emoção acabou por me fazer pensar assim. Ainda procuro por alguns que admiro. No entanto... sumiram. Percebo que, tanto como eu, perceberam que  a leviandade  e exposição desnecessária fizeram desta rede apenas uma coluna social mal acabada.

FIM DO MUNDO

Ando percebendo que o mundo está mesmo se esvaindo aos poucos. Não esta concretude formada de prédios, montanhas e casas suntuosas que se destrói vez ou outra  surpreendida pelos mistérios da natureza. É dentro de nós que ele se vai findando. São os amores enegrecidos pela dor e revolta que não são verbalizadas. É a opção de passar sozinho o grande momento eternizado em outros tantos com os cumprimentos de feliz natal. É a verdade que se cala e não comenta o desprezo pela lembrancinha tecida com carinho mas sem o valor do metal destruidor e poderoso de todas as eras. No sorriso da criança já se desenha a invasão do consumismo escravo. No olhar das pessoas se reflete o desdém ou a cobiça pelo objeto apresentado como presente.O calor que envolve os sentimentos puros não mais se sente no abraço. Mecanizados os braços desumanos se  apoiam  em mesas cobertas de comida e  recheadas da podridão da competição desenfreada para expor uma pseudo riqueza. Se existe a dúvida de que algo acabou é só olhar para os lados onde estão os personagens de sua vida. Enxergue estes atores alienados e perdidos com suas falas e protagonismo. Perceba o vômito ardido de suas palavras e reconheça que se não houver mudanças de paradigmas que ditem a alma simples e perdida de sentimentos outrora tão espontâneos o mundo deveras foi perdido.

domingo, 4 de novembro de 2012

Comilança de domingo

Domingo de chuva e de almoço tradicional. O estômago a exigir uma dose de antiácido mediante a comilança desenfreada. Já se tornou famoso o que comer na residência dos Reis Cesar nesta dia. É só perguntar para um aparentado, que ele vai logo entregando a lição. Arroz no mais puro alho, frango curraleiro ensopado, maionese a seu Geraldo, macarronada ao molho de seu Ricardo e feijão com torrresmo de barriga, orelha  e um pezinho de porco ensaiando uma feijoada. Como se não bastasse, sobremesa de cocada com ameixa e com maracujá e suco de uva e de abacaxi. Agora que já está servido o café das tarde,  com um pão com maionese imitando aquele antigo salgado - barquete - e uns biscoitos papa ovo estou cá a pensar no jantar. Quem sabe uma bela sopa, Se bem que a chuva não trouxe frio. Então um mexido no capricho, com bastante pimenta de bode. Sei não. O melhor é tomar o remedinho. Mas que seria bom a comidinha. Ah! lá isto seria.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apesar de ... Estou felz !

Pessoas que nunca fizeram parte da vida da gente, de repente conseguem, sem saberem, ser esteio de uma nova percepção do que significa vida. Obrigada Jaqueline, Cristian e professor Áquila da minha faculdade Famig. Vocês contribuiram para que eu comece a perceber que sou uma pessoa importante neste contexto estundantil. Do que não quero retratar nesta mesma data e, ao mesmo tempo não quero que se desvaneça na minha memória, vai um desabafo assim bem pueril. Como diriam todos , sem contestatação, mas, aos que  que me conhecem: Coisas de D. Márcia. Devido ao adiantado da hora, ao estado etílico (tão condenado, nem compartilhado, mesmo porque ,apesar da evidências encontrada em outros congêneres, sempre negada), faz-se mister que eu declare:
Eu só quero que meus filhos se lembrem de mim chorando. Sabem por quê? São nestes momentos que eu sou mais feliz! (Guardadas, claro, as devidas proporções). Uma criança, idosa, que não deixa de correr atrás das cicatrizes, para construir  os sonhos que conduzem, ainda que na dor inrremediável,à esperança de igualdade entre todos. Que a dualidade do ser, neste momento, nos conduza à uma visão holística da situação. Espero chorar ainda por muito tempo, por este mundo inacabado na busca da sensibilidade do ser.  Assim caminha a humanidade !!!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

LER O TEXTO: DEMOCRACIA É LIBERDADE
 
 
Então ... Que orgulho sinto eu , ao ter chegado a esta constatação após muita leitura. Estou amando o meu curso de direito por ter ampliado a minha visão cosmopolista deste mundo. Se somos quem somos  é porque o passado nos acompanha. Vocês terão uma tênue percepção desta minha teoria se acomnpanharem o meu raciocínio - é porque já fomos algo indeterminado de nós mesmos neste mundo. Se a história inóspita e cruel se repete -  é porque nós nos  permitimos que isto ocorra. Se vimos os erros dos nossos pais e não nos preocupamos em corrigi-los em nós mesmos, é porque  - de alguma forma - inconsciente , ou não,  - estamos tentando nos garantir. Ou seja: não vamos nos transmudar em paladinos da justiça. Ainda mais nós brasileiros - todos - descendentes de/ou, índios , escravos, portugueses, estrangeiros (são os que não são portugueses, que tiveram filhos com as "prostitutas", as outras  que não eram... Eram as "prostitutas de luxo". Não trabalhavam, viviam às custas do que o marido lhes davam, para manter a casa em ordem, terem filhos e zelassem, para que principalmente as filhas arranjassem homens bons e honestos que lhes garantissem a condição de casamento perante a sociedade.  A história se repete. Infame como sempre. Como diria minha irmã Marilda , que mora em Portugal e acompanha a crise financeira daquele país, relegado ao último grau na economia mundial: "O que vale é o vil metal".
 
LEIA.... Quero ler seu comentário.
 
 
 
DEMOCRACIA É LIBERDADE

*Márcia Cesar

"Nossa constituição é chamada de democracia porque o poder está nas mãos, não de uma minoria mas, de todo o povo.Quando se trata de resolver questões privadas, todos são iguais perante a lei, quando se trata de colocar uma pessoa diante de outra em posição de responsabilidade pública, o que vale não é o fato de pertencer a determinada classe, mas a competência real que o homem possui." (Extraído de: BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho.História, das cavernas ao Terceiro Milênio).

Uma releitura deste trecho do discurso de Péricles, que governou Atenas de 461 a 429 a.C., me leva a perceber que trata-se de uma fala atemporal. Não fossem as referências, e poderia identificá-lo como discurso de dirigentes do nosso século. Haja vista, os proferidos por Hugo Chaves, recentemente eleito para presidente da Venezuela. Em todos os tempos o poder ressaltado como sendo "de todo o povo", paradoxalmente continua sendo de uma mesma minoria de ricos, influentes e poderosos. Com um olhar mais critico face aos fatos históricos antigos em contraponto aos acontecimentos recentes do país e do mundo, tenho uma percepção insólita e incômoda de uma sensação "déjà vu". Na realidade é por este paradigma de democracia grega, que se vem pautando os governantes através dos tempos.

À uma verdadeira democracia, se exige a representatividade e a participação de todos os segmentos da sociedade. O diálogo deve existir e exigir, das partes, responsabilidade e comprometimento. Não deve se contentar em ser apenas um discurso político mas, que privilegie o bem estar físico, mental, socio e cultural de todos. A competência real da pessoa ultrapassa a questão do ter, para fazer do ser, aquele que respira e tem percepção do que significa liberdade.

Caso contrário, a distância entre a democracia grega e a atual somente corroborará meu pensamento. Estaremos sempre lutando para a conquista de uma democracia que não se coaduna com o princípio que realmente torna os homens iguais: liberdade. Foi assim na luta contra a ditadura. Enquanto transformada em música produzia encantamento, tortura e exílio mas, ao alcançar o poder se tornou, entre outros, e, o mais recente, alvo de julgamento com o nome de ação penal 470. Está sendo assim na Grécia, dentro de um regime que se diz democrático, onde a submissão do governo aos ditames da Troika atira o país a um drama social sem precedentes na história recente daquela nação. O que se observa, mais uma vez, é o poder dos que detêem a riqueza, sejam países, ou sejam homens, sendo uma minoria, que consegue seduzir o povo através do mesmo discurso demagógico, que costuma anestesiar, ou que apresenta pressupostos que visam apenas resguardar seus interesses capitalistas.

Se às novas gerações não forem dadas as possibilidades decorrentes da busca da liberdade utópica, que enseja luta pelo direito a valores morais e verdadeiros, uma visão holística do ser, em contrapartida a esta visão mecanicista,que corrompe os homens - nada terá sido mudado. Se nada for feito, para a busca por uma democracia que contemple os verdadeiros parâmetros de igualdade e liberdade para todos - evocada em seu conceito desde à Grécia antiga - apenas só se terá passado o tempo.

* Estudante de Direito da Famig

Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

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Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.