De fogo como se escreve. Pior , como transformar ideias em teorias que serão aceita em todos os ramos do direito. Quer saber de uma coisa, antes que me debruce em cima do meu computador aceito a tese do direito. Ainda que vá de encontro ao meu coração. A lei é fria ... Cumpra-se.
Fui...
quinta-feira, 14 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
SAUDADE
Rodrigo meu filho amado, que deixou a vida aqui na terra e foi viver no céu, tem aparecido constantemente em meus sonhos. Sempre como criança, às vezes um pouco triste - como se tristeza se medisse assim - tem me provocado uma dor inconformada sem meio e fim. Busquei na biblia sagrada, no evangelho do Senhor , nos livros dos espíritos e das orações, respostas para acalentar minha dor. Na data de ontem, com referendo na de hoje, encontrei explicações. Para os sonhos, para o sentimento assim marcante. Esteve presente ontem e permanecerá assim para todo o sempre. Quem não acreditar busque registros nas fotos. As de ontem, com minhas netas presentes comemorando meus tantos e poucos anos. As de hoje , na eternidade de mulheres sorrindo - as mesmas da foto de ontem - mas que simbolizam a face feminina da superaçaõ da dor.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
AMAR ASSIM NÃO TEM PREÇO
Muito a escrever e contar . Porém o tempo que me detenho neste espaço tem se tornado escasso e principalmente desmotivado. Me cobro, pois sei das noites que acordo e escrevo no escuro do quarto. Tenho feito verso e prosa descritos em pedaços de jornais com lápis coloridos. Continua forte na memória e no meu pranto, a vontade da criação que se derrama aos borbotões nas palavras que me assaltam de rompante meu coração e que se esvaem sem que aqui faça o resgistro.
Ainda volto a estes assuntos.
Mesmo porque, na data de hoje, quero dizer deste meu dia. Comemoramos, Ricardo e eu, trinta e oito anos de casados. Quero descrever minha alegria e, se possível fosse, gritaria ao mundo o meu amor por ele. A apologia a este sentimento assim tocante que sinto é, com certeza, reflexo da forma como ele é comigo. Amigo, companheiro, amante. Que me faz mimada, amada e na completude do meu ser mulher. Tem graças que se alcançam com as bençãos uníssomas do Ser Supremo. Que nos fazem resistir às dores indescritíveis e nos dão forças para passar por provas incontestáveis de sofrimento. Quero crer que sou privilegiada por ter sido contemplada com uma delas. Ter ao meu lado, todo este tempo, alguém assim que me ama na plenitude deste sentimento, ser correspondida e amá-lo intensamente. Resposta maior a esta graça são os presentes de DEUS que a nós foi concedido - os nossos filhos e as netas tão queridas.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
A CARTA QUE NÃO SERÁ ENTREGUE
Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2012
Queridos irmãos e irmãs,
Ontem para mim foi uma noite muito triste. Após a ressaca de um natal desproporcional na alegria e organização de outros anteriores recebi um telefonema da mana Morgana indignada com o comportamento da Cássia. Na conversa que ela teve comigo traduzia parte do pensamento de todos nós, que no entanto nos abstemos de assumir, porque fica mais fácil lavarmos as mãos, qual Pôncio Pilatos, diante dos fatos.
A própria Cássia já verbalizou que ela até mora na casa da mamãe, mas quer distância dela para preservar a filha. E mais, que não aceita ficar com ela nos finais de semana nem feriados.
O fato da mamãe nos deixar confusos em seus momentos convicentes de lucidez também pertuba. É ela própria, inclusive, que cria situações conflituosas e depois se omite. Sabemos que não estamos conseguindo lidar com imparcialidade diante do que ocorre. A fragilidade emocional e física dela também é cada vez mais vísivel. Cada filho tem se refugiado com sua angústia no canto mais confortável do seu lar. Compreensível, não fosse a realidade nua e crua que se revela cada vez mais forte e que provoca reações imprevisíveis que necessitam de intervenções urgentes para não se transformar em caos.
Diante deste esclarecimento, vamos ao desabafo da Morgana.
Segundo ela, e vísivel e perceptível para todos nós, a mudança da Cássia para o Prado só revelou despreparo na condução de uma situação que já se apresentava problemática desde a mudança para lá da Danielle.
Fazendo um parêntesis, me lembro que, na ocasião, eu comentei com a Gilda que trabalhava conosco em um projeto na PBH e voltávamos juntas, o quanto me incomodava a situação que provocava na mamãe crises nervosas. Naquela ocasião o desafeto dela era a Maria Eduarda filha da Dani. Mais uma vez, a única a expor a tragédia que se avizinhava foi a Morgana. Mamãe a detestou pelo escândalo que ela deu ao cobrar da Dani o que de fato ali acontecia e que, mais uma vez, todos nós irmãos víamos mas, por omissão, covardia, ignorância ou comodismo não enxergávamos.
Começava a temporada da descoberta do mal que acometia nossa genitora. Não foi de nenhum de nós a busca pela verdade dos fatos, que apesar de visíveis no comportamento adulterado da então frequentadora da Igreja e das atividades da Paróquia de Cura D' ars, ignorávamos.
Foi por um momento percebido por uma das integrantes do movimento social da Igreja, que a encontrou sem a bolsa e tampouco sem saber onde estava e a levou de carro para casa que, ao me me comunicar sobre o episódio, me alertou sobre o Mal de Alzehemer.
Aquele momento para mim continua sendo indescritível. Do tanto que ainda me dói ressalto a percepção da impotência de não poder salvar a vida viva. A falta do meu filho é dolorosa. Inexorável a vontade de ter sua presença física. Mas ele é perceptível. Íntegro em sua presença espiritual, e perseverante para acalentar o sofrimento que me aflige.
O que me acomete no entanto , no momento, é o sentimento de estar em um museu de cera. Vejo minha mãe, linda como sempre foi. Mas, se esvaiu o brilho do seu olhar humano. O seu sorriso não é mais verdadeiro. E, por favor, não me digam que palavras saiam dos seus lábios e sejam verdadeiras. Hoje a mamãe é apenas um espectro de si mesma.
Comentei com a Marilda, hoje, que sequer ela se lembra de rezar por nós. Em um grupo de oração em Pequi, em nossa casa, lembrou de rezar por tantos, menos por nós.
Enfim, voltando ao desabafo e cobrança de atitudes de nossa parte em relação ao que atualmente e realmente acontece na casa da nossa mãe coaduno com todas as opiniões emitidas por Morgana, mesmo porque, já havia a muito mais tempo as expressadas da mesma forma, porém sofrido uma intensa retaliação.
Sinto, e muito, por minha irmã Cássia que talvez ainda não tenha percebido o tanto a mais que a amo. Talvez, é só uma última tentativa de fazer com o que o coração dela ouça : Maninha Deus tudo vê , tudo pode, nos ouve e o tempo dele não é com certeza o nosso. Mas se a essência da nossa vida, que é a alma, não se afinar com os nossos sentimentos, tudo estará perdido. Não há amor que resista ao ódio!
Márcia Cesar.
Queridos irmãos e irmãs,
Ontem para mim foi uma noite muito triste. Após a ressaca de um natal desproporcional na alegria e organização de outros anteriores recebi um telefonema da mana Morgana indignada com o comportamento da Cássia. Na conversa que ela teve comigo traduzia parte do pensamento de todos nós, que no entanto nos abstemos de assumir, porque fica mais fácil lavarmos as mãos, qual Pôncio Pilatos, diante dos fatos.
A própria Cássia já verbalizou que ela até mora na casa da mamãe, mas quer distância dela para preservar a filha. E mais, que não aceita ficar com ela nos finais de semana nem feriados.
O fato da mamãe nos deixar confusos em seus momentos convicentes de lucidez também pertuba. É ela própria, inclusive, que cria situações conflituosas e depois se omite. Sabemos que não estamos conseguindo lidar com imparcialidade diante do que ocorre. A fragilidade emocional e física dela também é cada vez mais vísivel. Cada filho tem se refugiado com sua angústia no canto mais confortável do seu lar. Compreensível, não fosse a realidade nua e crua que se revela cada vez mais forte e que provoca reações imprevisíveis que necessitam de intervenções urgentes para não se transformar em caos.
Diante deste esclarecimento, vamos ao desabafo da Morgana.
Segundo ela, e vísivel e perceptível para todos nós, a mudança da Cássia para o Prado só revelou despreparo na condução de uma situação que já se apresentava problemática desde a mudança para lá da Danielle.
Fazendo um parêntesis, me lembro que, na ocasião, eu comentei com a Gilda que trabalhava conosco em um projeto na PBH e voltávamos juntas, o quanto me incomodava a situação que provocava na mamãe crises nervosas. Naquela ocasião o desafeto dela era a Maria Eduarda filha da Dani. Mais uma vez, a única a expor a tragédia que se avizinhava foi a Morgana. Mamãe a detestou pelo escândalo que ela deu ao cobrar da Dani o que de fato ali acontecia e que, mais uma vez, todos nós irmãos víamos mas, por omissão, covardia, ignorância ou comodismo não enxergávamos.
Começava a temporada da descoberta do mal que acometia nossa genitora. Não foi de nenhum de nós a busca pela verdade dos fatos, que apesar de visíveis no comportamento adulterado da então frequentadora da Igreja e das atividades da Paróquia de Cura D' ars, ignorávamos.
Foi por um momento percebido por uma das integrantes do movimento social da Igreja, que a encontrou sem a bolsa e tampouco sem saber onde estava e a levou de carro para casa que, ao me me comunicar sobre o episódio, me alertou sobre o Mal de Alzehemer.
Aquele momento para mim continua sendo indescritível. Do tanto que ainda me dói ressalto a percepção da impotência de não poder salvar a vida viva. A falta do meu filho é dolorosa. Inexorável a vontade de ter sua presença física. Mas ele é perceptível. Íntegro em sua presença espiritual, e perseverante para acalentar o sofrimento que me aflige.
O que me acomete no entanto , no momento, é o sentimento de estar em um museu de cera. Vejo minha mãe, linda como sempre foi. Mas, se esvaiu o brilho do seu olhar humano. O seu sorriso não é mais verdadeiro. E, por favor, não me digam que palavras saiam dos seus lábios e sejam verdadeiras. Hoje a mamãe é apenas um espectro de si mesma.
Comentei com a Marilda, hoje, que sequer ela se lembra de rezar por nós. Em um grupo de oração em Pequi, em nossa casa, lembrou de rezar por tantos, menos por nós.
Enfim, voltando ao desabafo e cobrança de atitudes de nossa parte em relação ao que atualmente e realmente acontece na casa da nossa mãe coaduno com todas as opiniões emitidas por Morgana, mesmo porque, já havia a muito mais tempo as expressadas da mesma forma, porém sofrido uma intensa retaliação.
Sinto, e muito, por minha irmã Cássia que talvez ainda não tenha percebido o tanto a mais que a amo. Talvez, é só uma última tentativa de fazer com o que o coração dela ouça : Maninha Deus tudo vê , tudo pode, nos ouve e o tempo dele não é com certeza o nosso. Mas se a essência da nossa vida, que é a alma, não se afinar com os nossos sentimentos, tudo estará perdido. Não há amor que resista ao ódio!
Márcia Cesar.
FACE ALFACE
Ando com preguiça. O face virou um alface, tal qual, sem gosto e novidade. Reduto de alguns poucos, que ainda se alinham com a perpectiva de instrumento de desalienação.
Acho que a idade vem me pegando de jeito e estou mais seletiva. Não consigo dar desconto nos créditos para aqueles vislumbrados e deslumbrados na exposição do cotidiano de suas vidas. A miscelânea produzida e reproduzida em poucos segundos sem promover o prazer de emoção acabou por me fazer pensar assim. Ainda procuro por alguns que admiro. No entanto... sumiram. Percebo que, tanto como eu, perceberam que a leviandade e exposição desnecessária fizeram desta rede apenas uma coluna social mal acabada.
Acho que a idade vem me pegando de jeito e estou mais seletiva. Não consigo dar desconto nos créditos para aqueles vislumbrados e deslumbrados na exposição do cotidiano de suas vidas. A miscelânea produzida e reproduzida em poucos segundos sem promover o prazer de emoção acabou por me fazer pensar assim. Ainda procuro por alguns que admiro. No entanto... sumiram. Percebo que, tanto como eu, perceberam que a leviandade e exposição desnecessária fizeram desta rede apenas uma coluna social mal acabada.
FIM DO MUNDO
Ando percebendo que o mundo está mesmo se esvaindo aos poucos. Não esta concretude formada de prédios, montanhas e casas suntuosas que se destrói vez ou outra surpreendida pelos mistérios da natureza. É dentro de nós que ele se vai findando. São os amores enegrecidos pela dor e revolta que não são verbalizadas. É a opção de passar sozinho o grande momento eternizado em outros tantos com os cumprimentos de feliz natal. É a verdade que se cala e não comenta o desprezo pela lembrancinha tecida com carinho mas sem o valor do metal destruidor e poderoso de todas as eras. No sorriso da criança já se desenha a invasão do consumismo escravo. No olhar das pessoas se reflete o desdém ou a cobiça pelo objeto apresentado como presente.O calor que envolve os sentimentos puros não mais se sente no abraço. Mecanizados os braços desumanos se apoiam em mesas cobertas de comida e recheadas da podridão da competição desenfreada para expor uma pseudo riqueza. Se existe a dúvida de que algo acabou é só olhar para os lados onde estão os personagens de sua vida. Enxergue estes atores alienados e perdidos com suas falas e protagonismo. Perceba o vômito ardido de suas palavras e reconheça que se não houver mudanças de paradigmas que ditem a alma simples e perdida de sentimentos outrora tão espontâneos o mundo deveras foi perdido.
domingo, 4 de novembro de 2012
Comilança de domingo
Domingo de chuva e de almoço tradicional. O estômago a exigir uma dose de antiácido mediante a comilança desenfreada. Já se tornou famoso o que comer na residência dos Reis Cesar nesta dia. É só perguntar para um aparentado, que ele vai logo entregando a lição. Arroz no mais puro alho, frango curraleiro ensopado, maionese a seu Geraldo, macarronada ao molho de seu Ricardo e feijão com torrresmo de barriga, orelha e um pezinho de porco ensaiando uma feijoada. Como se não bastasse, sobremesa de cocada com ameixa e com maracujá e suco de uva e de abacaxi. Agora que já está servido o café das tarde, com um pão com maionese imitando aquele antigo salgado - barquete - e uns biscoitos papa ovo estou cá a pensar no jantar. Quem sabe uma bela sopa, Se bem que a chuva não trouxe frio. Então um mexido no capricho, com bastante pimenta de bode. Sei não. O melhor é tomar o remedinho. Mas que seria bom a comidinha. Ah! lá isto seria.
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É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!
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- MARCIA CESAR
- BH, MG, Brazil
- Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.