quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Enquanto não chega a inspiração.

O ser humano é deveras interessante . Tem dias em que acorda com a alma incandescente de sentimentos que o transportam para mundos imaginários cheios de fantasias e poesias. Em outros tantos dias , nada lhe apetece . Fica a sensação esquisita de vida não vivida ,de ar sem respirar. Se o sol ou a chuva às vezes serve de inspiração , se o cheiro das flores ou o som do vento transformam-se em poemas, em outros momentos se incorporam ao nada . E assim vamos vivendo, fazendo da inspiração da vida apenas data no calendário e horas no relógio.(Em um dia chuvoso e véspera de carnaval. Não estou de mal com o mundo mas também não estou legal).

domingo, 27 de janeiro de 2008

IDIOTA NÃO É QUEM ERRA . IDIOTA É QUEM NÃO RECONHECE SEUS ERROS

Desde semana passada ando me recriminando em conversar demais. É que eu não consigo ficar calada ao ouvir opiniões discriminatórias envolvendo cor , situação financeira, ou profissão das pessoas. Não consigo conceber a idéia de que em pleno sec. XXI ainda existam posturas, de acordo com idéias do passado, envolvendo preconceito em qualquer âmbito. Então, eu dano a discutir, para tentar mostrar que naõ se pode ter esse tipo de atitude , que é inconcebível pensar dessa maneira . E falo como se estivesse a discursar para uma platéia atenta . Se estou acompanhada de uma taça de vinho, aí, é que me empolgo mesmo. Mas é de coração. Uma defesa ardente apaixonada e intensa . Dentro de mim é como se eu fosse o advogado de defesa de milhões de pessoas , das quais sequer sei o nome , que sofrem as consequências dessa maneira brutal de discriminar o ser humano, se esquecendo que somos todos iguais. Pois é , depois vem meu arrependimento e sofrimento de achar, por eu ter essa facilidade no jogo das palavras , que acabei ofendendo quem "ousou" contrariar as minhas convicções . Fico pensando que eu também estou discriminando , por achar que só eu estou com a razão. E quando já não encontro mais barreiras às minhas palavras , sinto que, errei no afã de mostrar minha certeza absoluta naquilo que acredito. Aí percebo quão idiota eu sou. Mas me redimo , pensando que, pior seria se não reconhecesse meu erro. (Reflexão baseada em um texto de Stephen Kanitz no seu ponto de vista : "Analise o erro e não erre mais" da revista VEJA, na data de hoje).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Não confie nos cabelos brancos , pois os canalhas também envelhecem.

Desde ontem estou com uma raiva reprimida dentro de mim. Mesmo que eu respeite os mais velhos , como inclusive já escrevi aqui, não consigo ver certas pessoas acharem que só porque têm dinheiro , ou são mais velhas , se sintam donas do poder e acima do seu semelhante. Para mim, nada disso importa. Quem somos nós senão pessoas iguais umas às outras , que quando morrermos estaremos todos na mesma situação. Respeitar os seres humanos, e não abalisar nosso interesse por eles apenas pelo que eles têm no bolso, sempre será minha proposta de vida. Não consigo dar tratamento diferenciado dentro da minha casa e da minha vida às pessoas , pelo interesse no que elas podem me oferecer em troca. Com relação ao título que dei a esse texto, decorre do fato de que ouvindo casos à respeito de advogados , percebo que existe um certo desdém com os jovens causídicos recém formados e uma certa ironia relativa a atuação deles no sentido de serem exploradores e sem uma conduta ilibada que revele um grau de confiança e comprometimento com suas causas, em detrimento à de advogados estabelecidos "respeitados" e "mais velhos" . Com certeza , tenho para mim que, idade não muda compromissos nem atitudes , quem é será sempre . Não serão cabelos brancos que farão mudar a conduta de pessoas que em tempo algum de suas vidas priorizaram esse tipo de atitude séria , responsável e de respeito frente ao outro.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

CIDADE SEM ALMA

Ontem à noite lia uma crônica interessante sobre a antiga Belo Horizonte. Deparei com uma frase, deveras sintomática desses novos tempos, relacionada com as mudanças ocorridas nas cidades, que ainda existem dentro de nós. São mudanças que levam a crer que "as cidades perderam sua alma", como diz o autor. Pensando bem ,para quem já viveu a sua infância e caminha em direção às fases maduras de suas vidas, há de se concordar com o fato de não mais existir algo que, possa nos identificar diretamente com situações que ocorreram no passado, e proporcionavam a identificação de uma rua, esquina , e até mesmo uma árvore frondosa como referência de um momento único, um encontro de turmas, ou apenas um olhar perdido e apaixonado tendo a natureza como cúmplice . Hoje não se vive isso de nenhuma maneira. Nos tornamos reféns de nós mesmos, do nosso medo e angústia em sair de casa , encontrar amigos, ficar até tarde, na rua em frente às nossas casas, jogando conversa fora. As árvores frondosas se aliaram à escuridão , para favorecer a prática de crimes.Os amigos se refugiaram em msns e orkuts da vida . A conversa da turma virou monólogo em frente à televisão. Perco o olhar através das janelas com grades do meu apartamento , porque , de fato, sou mais uma que reforça o pensamento de uma "cidade sem alma" . Essa "alma da cidade", que é a nossa própria essência, trancada dentro de cada um de nós, junto com as lembranças dessa cidade, que hoje só se vislumbra através de grades, e em poucos momentos, quando tentamos desviar os olhos de um computador e temos diante de nós uma paisagem com montanhas, avenidas movimentadas e barulho de sirene . Nenhum gorgeio de pássaros . Nenhum som de vozes humanas . Apenas um silêncio, de vez em quando, que já não nos diz mais nada. Um cartão postal mandado para o endereço errado.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

FILHO AMADO

Hoje eu sonhei muito com você meu filho Rodrigo. Você era criança e com aquele sorriso lindo dizia : - até que enfim voltei de novo para casa. Estava feliz . Agora ao entardecer dessa segunda feira estava lendo sobre as reportagens da morte do bebê da dançarina Sheila Carvalho e do nascimento do filho do ator Daniel de Oliveira. O nosso entendimento , nao consegue alcançar o nível de compreensão para explicar essas perdas , esses ganhos. Bem certo estava o grande dramaturgo ao escrever : "Existem mais mistérios entre o céu e a terra, do que sonha nossa vã filosofia". Mas ,indiferente a tudo isso, é permitido continuar sentindo o grande amor que , esse sem nenhum mistério , será sempre do meu coração para o meu querido filho que , com certeza, sorri na eternidade, porque sabe que sempre terá guarida na morada do coração de sua mãezinha. Amo você ao "infinito".

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

SEXTA FEIRA DE NADA

Sexta feira costuma ser um dia da semana interessante. A gente começa a pensar no final de semana , seja para descansar ou cumprir alguns programas sociais. Eu tenho agora um bom motivo para gostar de sexta feira. É o dia em que recebo, para o almoço, meu filho, nora e o bebê que, no momento, descansa tranquilo no útero da minha norinha. Hoje estavam aqui também o meu compadre Dézinho e o sobrinho de Ricardo, o Júlio. Vieram de MOC assinarem os documentos da venda de uma fazenda. Ah! Mas eu estou muito feliz. Diego ligou. Está em Búzios. Ricardo ganhou uma bela comissão. A Cida veio e deixou a casa linda. Enfim, esta sexta feira, além de interessante, está de bom tamanho, para sentir o prazer da vida e agradecer a Deus por essa graça. Obrigada SENHOR !!!





quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

BEBÊ À VISTA

Tempo de férias . Calor no ar. Chuva passageira. Os passeios estão na ordem do dia .O trânsito está mais tranquilo. Tempo de caminhar , com um olhar sem pressa e sentindo o perfume das flores. É o tempo que faz esquecer o tempo das horas e dos minutos contados. Mas este tempo de agora está sendo especial , tem cheiro de erva doce e sabor de leite . Tem a cor de rosa misturado com azul , tem a leveza do talco passado sob a pele . E, se assim é no tempo, dentro de mim é com se fosse, qual água límpida de um rio , se transformando em uma cascata de sentimentos , emoldurado por um arco íris de felicidade em todas suas nuances . E é com essa luz dourada formada por esse arco iris de amor que, cada vez mais, eu sinto a beleza de poder ser pela primeira vez... Avó.

Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

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BH, MG, Brazil
Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.