quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sei que nada sei e vou seguindo a vida. Com baita gripe e dor de cabeça. Nada me entristece mais do que não conseguir explicar para o outro que os olhares sobre a vida podem e devem ser diferentes. Radicalismo e imcompreensão não levam a lugar algum. Aliás, levam sim. Muitas vezes a atos desesperados e sem sentido.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ETERNAMENTE !!!

Sarita!
Vê se isto é nome que se dê para filha em pleno século vinte. Mas, é fato. E é personagem desta história maluca que eu ouvi em determinado salão de beleza.
O outro personagem atende pelo nome de Apolinário e... Vixe Maria! É mais um nome danado de esquisito.
Pois bem! Ambos já eram bem conhecedores de vida a dois, com outros parceiros, quando se apaixonaram.
A mulher, mais fogosa e bonita tinha um filho com o ex que, vira e mexe, era motivo de discussões à respeito de pensão. Pelo celular, enquanto quase queimava a cabeça da cliente com o secador ela discutia o assunto com o ex parceiro.
O diálogo era em alto e bom som e ultrapassava o barulho provocado pelo equipamento de beleza.
- Cê num vem buscar ele hoje não?
- Num dá. ( Ouvia-se a resposta pelo aparelho de alta tecnologia segundo o vendedor do melhor shopping da cidade situado no centro da cidade).
Com cara de paisagem a clientela fingia ler, entre tantos outros, o melhor jornal da região que trazia estampada em sua capa as fotos de um estrupador ensaguentado após o linchamento em via pública e uma mulher quase pelada.
-Eu sei! Ocê já se esqueceu dele, nem paga direto a pensão que, aliás, cê deve tá gastando com aquelas vagabundas.
- Quer saber, eu tô sabendo é que o que eu dou cê tá gastando é pr'á se enfeitar pro malandro do Apolinário.
-Ora! deixe esta conversa p'rá depois. Tô no trabalho cara!
Ainda assim, a conversa continuou por mais algum tempo entre mais umas duas quase queimaduras por distração da cabeleireira no manuseio do secador. Mas, valia pelo caso que, com certeza, seria contado após o telefonema e, também, pelo bom preço da escovadela.

Não deu outra.
Sarita, assim que desligou o celular começou e, com direito á platéia da qual eu fazia parte, descrever a seguinte história: Apolinário não gostava nada disso. Queria ser dono só. Mas o coração dela ainda estava inseguro.
A noite na cama estreita que servia de pretexto para um aconchego; ele reclamava da exclusividade.
E ela descrevia os diálogos com um sorriso maroto.
- Apoly vive reclamando que eu dou muita confiança para o pai do meu filho. Mas eu peço prá ele mudar de assunto e fazer amor.

Mas, o amor de "Apoly" não apagava a outra paixão dava para perceber. Que, por coincidência, ou não, como veremos adiante, também tinha o nome começado por A. Um nome mais decente - no bom sentido - Alexssandro, assim mesmo com dois esses como ela fazia questão de dizer.
Contou também que, de tanto participar das promoções do jornal comprado diariamente para ser lido pelas freguesas fiéis do salão "Novo Mundo", ela foi chamada para participar em uma delas.

Teria que apresentar uma prova de amor para aqueles que mais amava em sua vida. A promoção dava direito a quatro respostas, cada uma, publicadas em uma edição diferente do jornal.
Sarita não se fez de rogada.
Na data combinada lá estava toda bonita de salto alto. Cabelos jogados ao vento (fruto de uma boa química feita em seu salão), a voz tranquila e um sorriso enigmático.
- E então? Pergunta o responsável . Qual a sua prova de amor para quem você mais ama na vida.
Sarita apresenta uma bela tatuagem em suas costas que vai de um ombro ao outro, na qual exibe orgulhosa em letras garrafais, entremeada de figuras de rosas, a seguinte frase: ETERNAMENTE SUA, completada embaixo pelas iniciais: S. e A.

- Nossa! Diz admirado Agnaldo, um dos editores da promoção. E o que significa?
- Eternamente sua. Sarita eu, claro, e meu filho Alexssandro Júnior com dois esses .

- Que lindo! Vai ser publicada amanhã a sua primeira resposta.
Dia seguinte, editor a postos.
Sarita diz que todas as suas respostas mostrarão o mesmo significado do seu grande amor.
Ele se rende e diz a premiada que, para poupar tempo e dinheiro tão importantes na mídia, na vida, no mundo (blá... blá.. ) fariam todas as sessões naquele dia . As publicações sairiam em dias diferentes.
Sarita fingiu um sorriso de decepção básico, segundo ela. Mas dentro de si, de olhos fechados e punhos cerrados gritou silenciosamente um huhul! Era tudo que queria.
- E então para a edição de amanhã?
_ ETERNAMENTE SUA. Soraia e Antônio. Meus pais queridos.

-Na próxima quem será o seu amor?
- ETERNAMENTE SUA . Sarita e Apolinário
.
Sorrindo, e fazendo um meneio de cabeça, tipo: não estou acreditando, o responsável pela promoção pede para fotografarem a última edição com direito ao prêmio.
_ Para quem é esta declaração de amor tatuada de todo tamanho em seu corpo que fará parte da quarta edição do jornal?

- Ou ! É para Alexssandro pai do meu filho. Alexssandro com dois esses.
ETERNAMENTE SUA. Sarita e Alexssandro.
Inteligente como ela só, comprou a edição que dizia sobre para cada um. E, no momento certo, entregou para cada um deles.

Seu filho ainda não sabe ler. Cursa o primeiro ciclo de alguma escola particular que cobra caro e não ensina nada. Mas adorou rasgar a reportagem do time adversário para fazer foguete.
Seus pais se sentiram orgulhosos. Mas, estão preocupados com o interesse da mídia em divulgar que ela faz parte de uma das mais tradicionais famílias da sociedade em declínio que há.
Sarita, que não é boba nem nada, ganhou duas noites de amor inesquecíveis.
Em uma delas conseguiu a pensão que queria para seu filho.
Na outra , continua a ganhar as benesses do velho gagá Apolinário , vulgo "Apoly", de 60 anos, que ela agora apelidou de "El Azul".

MORADORA DE RUA DO MUNDO.

Creio que sou moradora de rua deste mundo louco. Ainda agora um caso com pessoas conhecidas me intriga e me faz desejar não ser parte de nenhuma micro, macro ou qualquer coisa que sintonize ser sociedade. Sem querer revelar nomes já adianto que são situações que me deixaram extremamente sensibilizada em um primeiro momento , para depois ficar completamente perplexa. Eu explico: R. é uma garota que desde cedo foi mimada pelos pais e irmãos mais velhos. Seus atos inconsequentes sempre foram justificados por acharem que ela fosse imatura, sofrida porque viveu um revés de amor- era muito novinha - e tantas outras desculpas vindas de uma rede de proteção que agia com amor. Talvez por encontrar tantos afagos gratuitos e não dar valor a verdadeiros sentimentos impedida que era pelo uso abusivo de drogas, envolveu-se com um homem sem caráter que conseguiu acabar com o resto de bom senso que nela ainda existia. Um indíviduo estranho que nunca foi de frequentar a família mas que por ter pai e mãe influentes e ter uma boa aparência tornou-se marido de R.. O que veio à tona depois de algum tempo, inclusive quando o casal já tinha filhos, é a estranha forma de relacionamento que eles mantinham com os amigos. As mulheres eram de todos. No ínicio, com certeza movida mais uma vez pelo extase proporcionado pelas drogas ela não se deu conta da real situação a que se expunha. Só quando a situação financeira do parceiro se tornou preocupante foi que quis sair fora. Procurou o conforto da família e mais uma vez encontrou o apoio necessário. Diante do caso inusitado foram unânimes não só em estender-lhe as mãos como tomarem totalmente seu partido. Uns diziam que a exposição ao vício era por problemas causados pela imoralidade praticada pelo parceiro. Outros, que isto era um dos assédios sexuais mais constrangedores. Houve quem ameaçou dar uma surra no indivíduo que havia rompido com os padrões que regiam a educação de R. Até alguns que não questionam estes novos tipos de envolvimentos não se sentiram à vontade diante do fato amplamente divulgado no círculo de amizades da mulher. Pois não é que dias destes mesmo depois de R. maldizer e execrar a tal figura, provocar sentimentos de revolta e ódio contra ele no seio familiar, ela aparece diante de todos o chamando de querido e no maior chamego. Atropelou sentimentos, causou mágoas e nem sequer deu satisfações para ninguém sobre sua nova postura. Não está nem aí. Linda, se prepara para a festa ao lado do amado, enquanto no encontro anual da família ninguém consegue disfarçar o mal estar. Ainda existem alguns, poucos, que por não terem conhecimento total dos fatos do "sofrimento" causado pela separação do casal sorriem por vê-los novamente juntos. Mal sabem que toda esta história na verdade está a ponto de separar é a família.

terça-feira, 20 de abril de 2010

ANTES QUE ABRIL ACABE

Mês trágico. Muita chuva, terremotos, acidentes violentos e casos cruéis envolvendo pedofília e sexo. A cada dia fomos surpreendidos por estas notícias que nos faziam calar e estupefatos assistir a verdadeiros filmes de terror. É como se de repente tívessemos que dar crédito aos mais velhos que sempre disseram que o fim do mundo está próximo. O ser humano vem perdendo os valores que os diferenciam dos animais irracionais. A natureza mostra a sua revolta pelo descaso do homem e a vida segue em um ritmo frenético e alucinante. Parece que os dias estão menores. Não sobra tempo para nada. A tecnologia não nos permite parar para repensar sobre toda esta loucura perversa que acomete o mundo. Alguns escritos abaixo foram feitos em momentos desconexos quando me encontro e me perco de mim mesma. Tal qual o retrato deste mundo louco sem eira nem beira e sem afeto.

Eu sei que hoje estou no meu meio e no meu tempo.
Outrora amei fazer o que então fiz.
O belo racional e espetacular de tudo é que só fazemos parte deste mundo.
Não tem idade. Nem dogmas, nem nada e ninguém.
O giro do mundo é implacável.
Se nas faces faz caminhos, no coração cava revolta.
O enigma do paradigma é que não são parâmetros que o rege.
No mesmo tempo se situam antagônicos: o velho novo e o novo velho sepulto.
(07/04/10)

Fiho amado! Hoje é seu dia. Daqui onde estamos, emocionados, desejamos que você tenha continuado a projetar seus sonhos. Hoje vamos ver Bianca na igreja como dama de honra.Tenha certeza de que como você ela também vai nos orgulhar. Filho querido a dor no coração é minha e é tamanha. As lágrimas que derramo são de saudade. Queria muito seu abraço e o beijo carinhoso de quem sempre foi tão meu cúmplice. Não me permito a tristeza pois senão enlouqueço. O meu presente foi a volta a Pequi, terra onde você esteve pela útima vez. Pode deixar filhinho, outras tantas coisas ainda farei para que possa daí ficar feliz com a gente. Feliz aniversário!
(17/04/10)

A gente só tem de amar a Deus sobre todas as coisas. Agora amar pai, mãe sobre todas as coisas, porque estão neste papel na vida terrena, é fruto de uma discussão que gostaria de lançar neste blog um dia. (19/04/10).


quarta-feira, 31 de março de 2010

SEM AMOR

Depois da falta do que fazer. Das `mandingas`, (aliás escrevi a palavra errado na última postagem). Vou deixar para aprender a consultar a palavra certa antes de escrever.
Sabe o que é? Estou com uma baita saudade da minha turma de Jornalismo.
Tudo bem !
Passei para o Direito. No primeiro período só falta uma disciplina.
As outras já cursei na Unimontes, na Belas Artes da UFMG e até na Universidade de Viçosa. Foda!!! Todas elas tirei de letra. Sem graça e bonitinhas apesar das décadas.
Fazer o quê? O que me constrange de fato a alma não posso escrever e sequer tenho coragem.
Deixa prá lá! Lou!!! Hoje assisti o"Big Brother"! Último dia! Ganhou o "Dourado".
Gosto do programa alternativo (rs). Me faz perceber o jogo e as oportunidades que nos dá esta coisa louca de vida . Quase me inscrevi neste ano. Depois pensei: o maior big brother da vida é não deixar que os outros percebam que você é amada e satisfeita em todos os sentidos. Por isto sempre sorrio. Por isto tenho uma pele muito boa. Por isto tenho medo das mulheres e homens mal amados.

CASO DANI - MARI PORTUGAL

segunda-feira, 22 de março de 2010

PARA SER O BIG BROTHER DA VIDA

Você tem de ser um personagem se quiser sobreviver em meio aos poderosos.
Seus verdadeiros sentimentos nunca devem ser expostos. A tentativa é falseá-los sempre para não sentir o gosto amargo da derrota.
O que se tem de fazer é concordar com os erros, fazer vista grossa, e tentar saná-los com sua benevolência de outras formas. Sinceridade apenas consigo mesmo, dentro do quarto branco onde se encontra seu ser intocado.
Lembre-se que o maior refúgio é você ser apontado como alguém que não deu certo.
O sentimentos de dó e pena serão banalizados para enconbrir o pobre coitado que eles acham que você é.
O amor e o respeito ao próximo devem ser preservados em ações anônimas sem cobrança de gratidão.
Para o resto do mundo mantenha a pose de fracasso sempre com um sorriso e o olhar de muito obrigado.
Não fuja nunca dos padrões comportamentais e assuma sempre que a razão está ao lado do outro.
Finalmente, ame a inocência, o culto do saber, a busca da realização íntima mas sem deixar transparecer.
A vitória está ao fim do caminho. Olhar para trás e ver que todas as pessoas que você ama estão protegidas do grande vingador é seu bem maior.
Agora você pode ser quem realmente é livre dos perigos. Você com certeza é o grande vencedor. Seu grande prêmio é simplesmente ser feliz.

AMADA

Hoje repassei para o blog uns quatro escritos em horas diferentes de inspiração. Sorrio ao ler em tom de poesia e perceber a admiração do homem ao meu lado. Ele me acha inteligente ( pura ilusão), eu sou apenas uma mulher amada.

Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

Arquivo do blog

Minha foto
BH, MG, Brazil
Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.