sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
FIM DO MUNDO
Ando percebendo que o mundo está mesmo se esvaindo aos poucos. Não esta concretude formada de prédios, montanhas e casas suntuosas que se destrói vez ou outra surpreendida pelos mistérios da natureza. É dentro de nós que ele se vai findando. São os amores enegrecidos pela dor e revolta que não são verbalizadas. É a opção de passar sozinho o grande momento eternizado em outros tantos com os cumprimentos de feliz natal. É a verdade que se cala e não comenta o desprezo pela lembrancinha tecida com carinho mas sem o valor do metal destruidor e poderoso de todas as eras. No sorriso da criança já se desenha a invasão do consumismo escravo. No olhar das pessoas se reflete o desdém ou a cobiça pelo objeto apresentado como presente.O calor que envolve os sentimentos puros não mais se sente no abraço. Mecanizados os braços desumanos se apoiam em mesas cobertas de comida e recheadas da podridão da competição desenfreada para expor uma pseudo riqueza. Se existe a dúvida de que algo acabou é só olhar para os lados onde estão os personagens de sua vida. Enxergue estes atores alienados e perdidos com suas falas e protagonismo. Perceba o vômito ardido de suas palavras e reconheça que se não houver mudanças de paradigmas que ditem a alma simples e perdida de sentimentos outrora tão espontâneos o mundo deveras foi perdido.
domingo, 4 de novembro de 2012
Comilança de domingo
Domingo de chuva e de almoço tradicional. O estômago a exigir uma dose de antiácido mediante a comilança desenfreada. Já se tornou famoso o que comer na residência dos Reis Cesar nesta dia. É só perguntar para um aparentado, que ele vai logo entregando a lição. Arroz no mais puro alho, frango curraleiro ensopado, maionese a seu Geraldo, macarronada ao molho de seu Ricardo e feijão com torrresmo de barriga, orelha e um pezinho de porco ensaiando uma feijoada. Como se não bastasse, sobremesa de cocada com ameixa e com maracujá e suco de uva e de abacaxi. Agora que já está servido o café das tarde, com um pão com maionese imitando aquele antigo salgado - barquete - e uns biscoitos papa ovo estou cá a pensar no jantar. Quem sabe uma bela sopa, Se bem que a chuva não trouxe frio. Então um mexido no capricho, com bastante pimenta de bode. Sei não. O melhor é tomar o remedinho. Mas que seria bom a comidinha. Ah! lá isto seria.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Apesar de ... Estou felz !
Pessoas que nunca fizeram parte da vida da gente, de repente conseguem, sem saberem, ser esteio de uma nova percepção do que significa vida. Obrigada Jaqueline, Cristian e professor Áquila da minha faculdade Famig. Vocês contribuiram para que eu comece a perceber que sou uma pessoa importante neste contexto estundantil. Do que não quero retratar nesta mesma data e, ao mesmo tempo não quero que se desvaneça na minha memória, vai um desabafo assim bem pueril. Como diriam todos , sem contestatação, mas, aos que que me conhecem: Coisas de D. Márcia. Devido ao adiantado da hora, ao estado etílico (tão condenado, nem compartilhado, mesmo porque ,apesar da evidências encontrada em outros congêneres, sempre negada), faz-se mister que eu declare:
Eu só quero que meus filhos se lembrem de mim chorando. Sabem por quê? São nestes momentos que eu sou mais feliz! (Guardadas, claro, as devidas proporções). Uma criança, idosa, que não deixa de correr atrás das cicatrizes, para construir os sonhos que conduzem, ainda que na dor inrremediável,à esperança de igualdade entre todos. Que a dualidade do ser, neste momento, nos conduza à uma visão holística da situação. Espero chorar ainda por muito tempo, por este mundo inacabado na busca da sensibilidade do ser. Assim caminha a humanidade !!!
Eu só quero que meus filhos se lembrem de mim chorando. Sabem por quê? São nestes momentos que eu sou mais feliz! (Guardadas, claro, as devidas proporções). Uma criança, idosa, que não deixa de correr atrás das cicatrizes, para construir os sonhos que conduzem, ainda que na dor inrremediável,à esperança de igualdade entre todos. Que a dualidade do ser, neste momento, nos conduza à uma visão holística da situação. Espero chorar ainda por muito tempo, por este mundo inacabado na busca da sensibilidade do ser. Assim caminha a humanidade !!!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
LER O TEXTO: DEMOCRACIA É LIBERDADE
Então ... Que orgulho sinto eu , ao ter chegado a esta constatação após muita leitura. Estou amando o meu curso de direito por ter ampliado a minha visão cosmopolista deste mundo. Se somos quem somos é porque o passado nos acompanha. Vocês terão uma tênue percepção desta minha teoria se acomnpanharem o meu raciocínio - é porque já fomos algo indeterminado de nós mesmos neste mundo. Se a história inóspita e cruel se repete - é porque nós nos permitimos que isto ocorra. Se vimos os erros dos nossos pais e não nos preocupamos em corrigi-los em nós mesmos, é porque - de alguma forma - inconsciente , ou não, - estamos tentando nos garantir. Ou seja: não vamos nos transmudar em paladinos da justiça. Ainda mais nós brasileiros - todos - descendentes de/ou, índios , escravos, portugueses, estrangeiros (são os que não são portugueses, que tiveram filhos com as "prostitutas", as outras que não eram... Eram as "prostitutas de luxo". Não trabalhavam, viviam às custas do que o marido lhes davam, para manter a casa em ordem, terem filhos e zelassem, para que principalmente as filhas arranjassem homens bons e honestos que lhes garantissem a condição de casamento perante a sociedade. A história se repete. Infame como sempre. Como diria minha irmã Marilda , que mora em Portugal e acompanha a crise financeira daquele país, relegado ao último grau na economia mundial: "O que vale é o vil metal".
LEIA.... Quero ler seu comentário.
DEMOCRACIA É LIBERDADE
*Márcia Cesar
"Nossa constituição é chamada de democracia
porque o poder está nas mãos, não de uma minoria mas, de todo o povo.Quando se
trata de resolver questões privadas, todos são iguais perante a lei, quando se
trata de colocar uma pessoa diante de outra em posição de responsabilidade
pública, o que vale não é o fato de pertencer a determinada classe, mas a
competência real que o homem possui." (Extraído de: BRAICK, Patrícia Ramos e
MOTA, Myriam Becho.História, das cavernas ao Terceiro Milênio).
Uma releitura deste trecho do discurso de
Péricles, que governou Atenas de 461 a 429 a.C., me leva a perceber que trata-se
de uma fala atemporal. Não fossem as referências, e poderia identificá-lo como
discurso de dirigentes do nosso século. Haja vista, os proferidos por Hugo
Chaves, recentemente eleito para presidente da Venezuela. Em todos os tempos o
poder ressaltado como sendo "de todo o povo", paradoxalmente continua sendo de
uma mesma minoria de ricos, influentes e poderosos. Com um olhar mais critico
face aos fatos históricos antigos em contraponto aos acontecimentos recentes do
país e do mundo, tenho uma percepção insólita e incômoda de uma sensação "déjà
vu". Na realidade é por este paradigma de democracia grega, que se vem pautando
os governantes através dos tempos.
À uma verdadeira democracia, se exige a
representatividade e a participação de todos os segmentos da sociedade. O
diálogo deve existir e exigir, das partes, responsabilidade e comprometimento.
Não deve se contentar em ser apenas um discurso político mas, que privilegie o
bem estar físico, mental, socio e cultural de todos. A competência real da
pessoa ultrapassa a questão do ter, para fazer do ser, aquele que respira e tem
percepção do que significa liberdade.
Caso contrário, a distância entre a
democracia grega e a atual somente corroborará meu pensamento. Estaremos sempre
lutando para a conquista de uma democracia que não se coaduna com o princípio
que realmente torna os homens iguais: liberdade. Foi assim na luta contra a
ditadura. Enquanto transformada em música produzia encantamento, tortura e
exílio mas, ao alcançar o poder se tornou, entre outros, e, o mais recente,
alvo de julgamento com o nome de ação penal 470. Está sendo assim na Grécia,
dentro de um regime que se diz democrático, onde a submissão do governo aos
ditames da Troika atira o país a um drama social sem precedentes na história
recente daquela nação. O que se observa, mais uma vez, é o poder dos que detêem
a riqueza, sejam países, ou sejam homens, sendo uma minoria, que consegue
seduzir o povo através do mesmo discurso demagógico, que costuma anestesiar, ou
que apresenta pressupostos que visam apenas resguardar seus interesses
capitalistas.
Se às novas gerações não forem dadas as
possibilidades decorrentes da busca da liberdade utópica, que enseja luta pelo
direito a valores morais e verdadeiros, uma visão holística do ser, em
contrapartida a esta visão mecanicista,que corrompe os homens - nada terá sido
mudado. Se nada for feito, para a busca por uma democracia que contemple os
verdadeiros parâmetros de igualdade e liberdade para todos - evocada em seu
conceito desde à Grécia antiga - apenas só se terá passado o tempo.
* Estudante de Direito da Famig
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
EU AMO...
Eu amo a alguém que mais do que ninguém me suporta. Minhas heresias . Ironias. Bebidas e bobices. Você sempre meu lindo: RICARDO AMADO, MARIDO MEU, como sempre em letras maiúsculas. Em todos os sentidos. AMO !!!
Assim sou eu ...
Feliz sim, apesar das intempéries. Meus filhos, meu marido e minhas netas, que constituem toda a minha riqueza em todas as formas padronizadas pelo amor, estão bem. Não importa que o inimigo invisível e traiçõeiro esteja sempre à espreita. Ainda que desdenhada pelos pobres mortais invejosos, que não vão à luta, por que se afogam nas armadilhas do consumismo inrrefreado, e desprezam e se acham e com sorrisos zombeteiros tentam destruir a minha vida ... Sobrevivo. A busca na força do Deus Imortal que, de fato existe, desafia com seus milagres o conceito do ateu e sempre vence - me ampara. Não há maior aliado na vida do simples e crente do que o tempo. Só permanece uma verdade - quem consegue amar , torcer pelo próximo, sentir a dor da humilhação, mas compreender a situação e seguir adiante sem ódio e na tentativa de ser melhor para poder servir - consegue manter o seu sorriso. Sorriso que espelha paz e harmonia. Detalhe que gostaria de ser entendido - felicidade é estado de espírito para quem pode amar sem preconceitos.
Adiante registro, em forma de homenagem a um dos maiores professores que eu já conheci, e posso fazer esta afirmação, enquanto professora e coordenadora pedagógiga do Colégio Municipal Marconi que fui, o meu agradecimento por ter o prazer de ser uma estudante de direito. Este jovem, não rendido ao sistema, entende a cultura como a arquitetura do conhecimento. Assim como eu acredito, percebe que educar significa abrir caminhos, provocar e fazer com que as pessoas saiam do lugar comum. É fácil "passar" conhecimentos. O difícil é fazer com que o outro tenha a percepção de que, qualquer um de nós, pode contribuir na significativa mudança social, através da cultura, para um mundo onde não exista a minoria, que anestesia com seus discursos um povo que se considera incapaz.
Obrigada ao meu professor Áquila, a provocação para ter escrito este texto.
DEMOCRACIA É LIBERDADE
*Márcia Cesar
Adiante registro, em forma de homenagem a um dos maiores professores que eu já conheci, e posso fazer esta afirmação, enquanto professora e coordenadora pedagógiga do Colégio Municipal Marconi que fui, o meu agradecimento por ter o prazer de ser uma estudante de direito. Este jovem, não rendido ao sistema, entende a cultura como a arquitetura do conhecimento. Assim como eu acredito, percebe que educar significa abrir caminhos, provocar e fazer com que as pessoas saiam do lugar comum. É fácil "passar" conhecimentos. O difícil é fazer com que o outro tenha a percepção de que, qualquer um de nós, pode contribuir na significativa mudança social, através da cultura, para um mundo onde não exista a minoria, que anestesia com seus discursos um povo que se considera incapaz.
Obrigada ao meu professor Áquila, a provocação para ter escrito este texto.
DEMOCRACIA É LIBERDADE
*Márcia Cesar
Nossa constituição é chamada de democracia porque o poder está nas mãos, não de uma minoria mas, de todo o povo.Quando se trata de resolver questões privadas, todos são iguais perante a lei, quando se trata de colocar uma pessoa diante de outra em posição de responsabilidade pública, o que vale não é o fato de pertencer a determinada classe, mas a competência real que o homem possui." (Extraído de: BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho.História, das cavernas ao Terceiro Milênio).
Uma releitura deste trecho do discurso de Péricles, que governou Atenas de 461 a 429 a.C., nos leva a perceber de que se trata de um pressuposto atemporal. Não fossem as referências, e poderíamos identificá-lo como discurso de dirigentes do nosso século. O poder que ele ressalta como sendo "de todo o povo", paradoxalmente continua sendo de uma mesma minoria de ricos, influentes e poderosos. Um olhar mais crítico face à história recente do país e do mundo nos conduz a uma sensação insólita e incômoda de "déjà vu". Por este paradigma de democracia é que se vem pautando os governantes através dos tempos.
A uma verdadeira democracia, se exige a representatividade e a participação de todos os segmentos da sociedade. O diálogo deve existir e exigir, das partes, responsabilidade e comprometimento. Não deve se contentar em ser apenas um discurso político mas, que privilegie o bem estar físico, mental, socio e cultural de todos. A competência real da pessoa ultrapassa a questão do ter, para fazer do ser, aquele que respira e tem percepção do que significa liberdade.
Caso contrário, a distância entre a democracia grega e a atual somente corrobora com algo que se mostra bastante recorrente na história. Estaremos sempre lutando para a conquista de uma democracia que não se coaduna com o princípio que realmente torna os homens iguais: liberdade. Foi assim com os nossos pais em sua luta contra a ditadura. Está sendo assim na Grécia dentro de um regime que se diz democrático. O que se percebe, mais uma vez, é o poder dos que detêem a riqueza, sejam países, ou sejam homens, sendo uma minoria, que consegue seduzir o povo através do mesmo discurso demagógico que costuma anestesiar, ou que apresenta pressupostos que visam apenas resguardar seus interesses capitalistas.
Se às novas gerações não forem dadas as possibilidades decorrentes da busca da liberdade utópica, que enseja luta pelo direito a valores morais e verdadeiros, que constituem o princípio maior da democracia - nada terá sido mudado. Se o entendimento da importância do ser em detrimento do ter não for compreendido - apenas só se terá passado o tempo. Ter -se-á de vez esquecida e talvez perdida para sempre a ternura.
*
Estudante do curso de Direito da Famig.domingo, 14 de outubro de 2012
Sem título.
Sem título, porque com certeza a dor era imensa que eu me calei. Em respeito ao dia, ao momento e ao que só Deus sabe o que aconteceu... reverencio a tristeza e me calo.
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Somos quem somos porque queremos.
É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!
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- MARCIA CESAR
- BH, MG, Brazil
- Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.