quinta-feira, 25 de abril de 2013

DE NOVO O VELHO

Quando a incoerência grassou mundo afora foi fazendo dos seus seguidores uns grandes imbecis. Daí, ou a pessoa se tornava louca, ou cedia aos apelos da maioria, que perambulava pelos comentários toscos e sem noção. Viver virou sinônimo de hipocrisia. A violência física e moral passou a ser o comportamento normal de humanos, para  justificarem a incongruência das suas ações. Conservar valores, em especial  o respeito, e comportamentos  como ser meigo, sorrir, ser simples - virou chacota. Cultivar a tolerância e a humildade passou a ter conotações de fraqueza. Receber o menosprezo de uma sociedade consumista , invertida em suas deduções ilógicas, afastou o justo e contaminou  o curso natural da vida. Fingimento e comodismo, mentiras e  posturas asquerosas firmam-se como atitudes disciplinadoras de um mundo inválido. O planeta ecoa  seu grito  de socorro nas catástrofes da natureza. Os que ainda creem recolhem-se, qual antigos doentes, em suas tumbas agora feitas de aço. Redutos de dor e decepção são formados e milhares de vencidos seguem para os campos de concentração. Frutos de uma ideologia, mais uma vez equivocada, ditadores seguem arrigimentando homens inconscientes, na consciência de serem superiores, pelo poder do agora. É a história que se repete. Dessa vez, poucos saberão o final. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

LIBERDADE AINDA QUE TARDIA


quinta-feira, 4 de abril de 2013


LIBERDADE DE ERRAR

Amo estar aqui e escrever o que eu quiser. Não sou filha da homofobia de ser certinha e não poder dizer do alto da minha idade: VAI À PUTA QUE TE PARIU! Que esta página da internet seja meu alter ego. Chiquérrimo! Cansei véi, de ser gente boa. Anulei várias das minhas vontades, em prol de ajudar o outrem. Sabe no que deu? Em merda. As pessoas deste mundo de 2013, e antes desta data, da minha geração também, só têm noção de que o que vale, em detrimento do ser, é ter dinheiro. Serei sempre baluarte nesta vida de que, sem amor nada se constrõe. E  Deus, na sua infinita sabedoria vem me provando isto. A gente até pode viver sem dinheiro. Mas, sem pessoas que não nos entendam e não estendam as suas mãos, somos fadados ao pensamento de que, realmente, nós talvez tenhamos errados sem saber. Seres fudidos! Nesta época, esperando o lenitivo de perceber que, nada somos, chego confusamente, porquanto constitucionalmente, que é porque nada fizemos para ser.

sábado, 23 de março de 2013

SER FELIZ!

A felicidade não tem fim específico. A dor também não. Na confluência das questões etéreas julga-se o infinito. Se nem as leis dos homens no ordenamento jurídico se reproduzem uníssomas e procuram a hermenêutica para se estabilizarem , o que dizer de mim? Sou ser assim. Ser, que na diretriz da vida se reproduz no direito de entendimento da dignidade da pessoa humana. Princípio que permeia toda a constituiçao da vida e do direito. Que faz de mim pessoa natural que luta pela vida e pelo direito de ser feliz!

quinta-feira, 14 de março de 2013

De fogo como se escreve. Pior , como transformar ideias em teorias  que serão aceita em todos os ramos do direito. Quer saber de uma coisa, antes que me debruce em cima do meu computador  aceito a tese do direito. Ainda que vá de encontro ao meu coração. A lei é fria ... Cumpra-se.
Fui...

sexta-feira, 8 de março de 2013

SAUDADE

Rodrigo meu filho amado, que deixou a vida aqui na terra e foi viver no céu, tem aparecido constantemente em meus sonhos. Sempre como criança, às vezes um pouco triste - como se tristeza se medisse assim - tem me provocado uma dor inconformada sem meio e fim. Busquei na biblia sagrada, no evangelho do Senhor , nos livros dos espíritos e das orações, respostas para acalentar minha dor.  Na data de ontem, com referendo na de hoje, encontrei explicações. Para os sonhos, para o sentimento assim marcante. Esteve presente ontem e permanecerá assim para todo o sempre. Quem não acreditar busque registros nas fotos. As de ontem, com minhas netas presentes comemorando meus tantos e poucos anos. As de hoje , na eternidade de mulheres sorrindo - as mesmas da foto de ontem - mas que simbolizam a face feminina da superaçaõ da dor.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AMAR ASSIM NÃO TEM PREÇO

Muito a escrever e contar . Porém o tempo que me detenho neste espaço tem se tornado escasso e principalmente desmotivado. Me cobro, pois sei das noites que acordo e escrevo no escuro do quarto. Tenho feito verso e prosa descritos em pedaços de jornais com lápis coloridos. Continua forte na memória e no meu pranto, a vontade da criação que se derrama aos borbotões nas palavras que me assaltam de rompante meu coração e que se esvaem sem que aqui faça o resgistro.
Ainda volto a estes assuntos.
Mesmo porque, na  data  de hoje, quero dizer deste meu dia. Comemoramos, Ricardo e eu, trinta e oito anos de casados. Quero descrever minha alegria e, se possível fosse, gritaria ao mundo o meu amor por ele. A apologia a este sentimento assim tocante que sinto  é, com certeza, reflexo da forma como ele é comigo. Amigo, companheiro, amante. Que me faz mimada, amada e na completude do meu ser mulher. Tem graças que se alcançam com as bençãos uníssomas do Ser Supremo. Que nos fazem resistir às dores indescritíveis e nos dão forças para passar por provas incontestáveis de sofrimento. Quero crer que sou privilegiada por ter sido contemplada com uma delas. Ter ao meu lado, todo este tempo, alguém assim que me ama na plenitude deste sentimento, ser correspondida e amá-lo intensamente. Resposta maior a esta graça são os presentes de DEUS  que a nós foi concedido - os nossos filhos e as netas tão queridas. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A CARTA QUE NÃO SERÁ ENTREGUE

Belo Horizonte, 28 de dezembro de 2012


Queridos irmãos e irmãs,


Ontem para mim foi uma noite muito triste. Após a ressaca de um natal desproporcional na alegria e organização de outros anteriores recebi um telefonema da mana Morgana indignada com o comportamento da Cássia. Na conversa que ela teve comigo traduzia parte do pensamento de todos nós, que no entanto nos abstemos de assumir, porque  fica mais fácil lavarmos as mãos, qual Pôncio Pilatos, diante dos fatos.
A própria Cássia já verbalizou que ela até mora na casa da mamãe, mas quer distância dela para preservar a filha. E mais, que não aceita ficar com ela nos finais de semana nem feriados. 
O fato da mamãe nos deixar confusos em seus momentos convicentes de lucidez também pertuba. É ela própria, inclusive, que cria situações conflituosas e depois se omite. Sabemos que não estamos conseguindo lidar com imparcialidade diante do que ocorre. A fragilidade emocional e física dela também é cada vez mais vísivel. Cada filho tem se refugiado com sua angústia no canto mais confortável do seu lar. Compreensível, não fosse a realidade nua e crua que se revela cada vez mais forte e que provoca reações imprevisíveis que necessitam de intervenções urgentes para não se transformar em caos.   
Diante deste esclarecimento, vamos ao desabafo da Morgana.
 Segundo ela, e vísivel e perceptível para todos nós, a mudança da Cássia para o Prado só revelou despreparo na condução de uma situação que já se apresentava problemática desde a mudança para lá da Danielle.
Fazendo um parêntesis, me lembro que, na ocasião, eu comentei com a Gilda que  trabalhava conosco em um projeto na PBH e voltávamos juntas, o quanto me incomodava a situação que provocava na mamãe crises nervosas. Naquela ocasião o desafeto dela era a Maria Eduarda filha da Dani. Mais uma vez, a única a expor a tragédia que se avizinhava foi a Morgana. Mamãe a detestou pelo escândalo que ela deu ao cobrar da  Dani o que de fato ali acontecia e que, mais uma vez, todos nós irmãos víamos mas,  por omissão, covardia, ignorância ou comodismo não enxergávamos.
 Começava a temporada da descoberta do mal que acometia nossa genitora. Não foi de nenhum de nós a busca pela verdade dos fatos, que apesar de visíveis no comportamento adulterado da então frequentadora da Igreja e das atividades da Paróquia de Cura D' ars, ignorávamos. 
Foi por um momento percebido por uma das integrantes do movimento social da Igreja, que a encontrou sem a bolsa e tampouco sem saber onde estava e a levou de carro para casa  que, ao me me comunicar sobre o episódio, me alertou sobre o Mal de Alzehemer.
Aquele momento para mim continua sendo indescritível. Do tanto que ainda me dói ressalto a percepção da impotência de não poder salvar a vida viva. A falta do meu filho é dolorosa. Inexorável a vontade de ter sua presença física. Mas ele é perceptível. Íntegro em sua  presença espiritual, e perseverante para acalentar o sofrimento que me aflige.
O que me acomete no entanto , no momento, é o sentimento de estar em um museu de cera. Vejo minha mãe, linda como sempre foi. Mas, se esvaiu  o brilho do seu olhar humano. O seu sorriso não é mais verdadeiro. E, por favor, não me digam que  palavras  saiam dos seus lábios e  sejam verdadeiras. Hoje a mamãe é apenas um espectro de si mesma.
Comentei com a Marilda, hoje, que sequer ela se lembra de rezar por nós. Em um grupo de oração em Pequi, em nossa casa, lembrou de rezar por tantos, menos por nós.
Enfim, voltando ao desabafo e cobrança de atitudes de nossa parte em relação ao que atualmente e realmente acontece na casa da nossa mãe coaduno com todas as opiniões emitidas por Morgana, mesmo porque, já havia  a muito mais tempo as expressadas da mesma forma, porém sofrido uma intensa retaliação.
Sinto,  e muito, por minha irmã Cássia que talvez ainda não tenha percebido o tanto a mais que a amo. Talvez, é só uma última tentativa de fazer com o que o coração dela ouça : Maninha Deus tudo vê , tudo pode, nos ouve e o tempo dele não é com certeza o nosso. Mas se a essência da nossa vida, que é a alma, não se afinar com os nossos sentimentos, tudo estará perdido. Não há amor que resista ao ódio!

Márcia Cesar.


 



Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

Arquivo do blog

Minha foto
BH, MG, Brazil
Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.