domingo, 17 de agosto de 2008

DESABAFO DE DOMINGO

Se tanto pudesse ser escrito em tão pouco. A dificuldade de ser objetiva, suscinta e ir direto ao assunto sempre me travou. Para tudo vou devagarinho com medo de me expor. Com medo até de desagradar ao outro, me sinto no lugar dele, penso e repenso palavras, o que o outro vai pensar. Sempre o outro em primeiro lugar. Dercy gonçalves morreu recentemente aos 102 anos de idade. Dela tenho uma das maiores lições de vida . Como se ao invés de mulher, de imagem denegrida pela sociedade falsa que depois de certa idade passou a ser respeitada,penso nas palavras que se escritas ou ditas por uma Raquel de Queiróz , por exemplo ,como não seriam cultuadas (nada contra Raquel de Queiróz, diga-se de passagem). Mas a lição que ouvi, mas náo aprendi, é que quando a gente pede alguma coisa ao outro o máximo que se pode ouvir é um não. Mas "cadê" eu assimilar essa regrinha básica de vida. Ah! Vá eu ser boba assim lá longe. Outros ensinamentos que não perpassam a minha linha de assimilação é a de achar que tudo que eu faço as pessoas comentam. Eu até entendo que ai vai um grau de prepotência. Será que eu "me acho"? Pois a dureza disso é que não. Posso me achar sim a pior, a isso e aquilo. Creio que sou uma excelente aquisição para o divã de um psiquiatra . Enquanto isso vivo assim, às vezes, achando graça de mim mesma. Será que os outros são também assim? E a vergonha de prescrutar a vida do outro. Talvez seja medo de ouvir um não, ou talvez medo de ver que o outro é igual a mim. Então eu não vou nem ter mais de achar mais nada.

sábado, 26 de julho de 2008

ESPERANÇA

Chego de férias de mansinho. Férias?!? Para variação no tempo e no espaço estive nos mesmos velhos lugares. Na ida curtindo como se fosse a primeira vez. Sonhando encantos, diversões, encontros. Na volta o cansaço e a decepção de sempre. Muda-se a idade, algumas roupas e, às vezes, até o clima, mas nem a nova pintura ou o móvel novo provoca sentido. Estar na busca de novos coloridos de sentimentos, conversas que embalem estruturas de construção humana, faz o trivial parecer vulgar e inútil. Desgasta-se a mente e o coração com a hipocrisia que segue fincando raízes e ampliando espaços. A semente da discórdia continua viva. Doenças se forjam como condição única de defesa ou para um olhar de desmedida pena. A tensão existe e se faz presente e prepotente na condução do espetáculo. Fraca, me despeço desse mundo tolo e arraigado de mesquinhez. Estou com sono. Quero dormir logo e acordar para ir embora. Desse local inóspito gostaria de me despedir para sempre. Ainda bem que meus sonhos e conquista de realizações continuam à minha espreita. Tenho muito na vida para acrescentar ao tempo. Com certeza até mesmo o perdão e o esquecimento de sempre. Sei bem que, nas próximas férias, estarei na crença de novas descobertas e na expectativa de que o mundo se renovou . Renovação de emoções, de sentimentos , de humildade, respeito e, principalmente, um olhar diferente das pessoas para o que realmente significa amor. E eu talvez volte, novamente com essa esperança, de férias para o mesmo lugar de sempre.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

SONHO DE VALSA

Eu já sonhava com você Bianca.
Desde sempre em minha mente
fulguravas como uma estrela
perpétua do meu ser e minha vida.
Surpreendente na chegada
foi enviada pelas mãos de Deus.
Reconheceu o mundo e chorou.
Choro forte de luta e de vitória.
Prova maior para nos convencer
de que nada somos
mas, que podemos, se cremos no amor maior.
Eu sonhava ...
Hoje tenho você linda, saudável,
verdadeiramente aqui.
Mostra sua face, sua calma.
Abre os olhos e parece dizer: amo você.
Se expressa em movimentos com leveza e
lentamente toca sua mãozinha em mim.
Ouve minha voz e detém o
pranto. Parece me ouvir.
Ou reconhece a voz que abençoava
o pequenino ser no útero da mãe?
Bianca a sua imagem, pura é única,
transcende o tempo e espaço, atravessa os mares.
Provoca lágrimas de emoção e de alegria.
Comove com sua beleza e inspira o sorriso.
Você é Bianca filha do meu filho e da nora tão querida.
Você é a minha neta que eu assisti nascer.
Você é música que embala a minha alma,
o soneto de amor que me fez crer,
que o sonho é um rodopio de valsa
no infinito da esperança de viver.



domingo, 29 de junho de 2008

CANÇÃO PARA MARI

PARA UMA DAS IRMÃS MAIS QUERIDAS


Se de tudo Deus já te destes prova;
de dor, perdas e indagações,
encontras forças na distância que não separa,
no amor que ultrapassa a saudade,
e se refaz nas lembranças entre lágrimas.

Através das nuances sutis do líquido no cálice, tu viajas.
Vais além mar ou onde quiseres ir.
Sentes as delícias do sol , da neve,da paisagem.
Sabes que teu ser imanta o poder de ser feliz.

E se ainda assim, não permitissem
resvalar o dessassossego
que vai em tua alma;
podes crer que através da tênue luz,
da fumaça que embaça teus olhos fatigados,
tentarias ouvir a voz que te acalma.

Sonha Mari. O tempo é sedutor.
Ele provoca, desanima, mas tu sabes, que além mar ,
ou dentro de ti; existe algo que não muda, não se desfaz.
Ao olhar à tua volta não te inquietes,
ao veres seres tão amados ao teu redor.

Tenhas o olhar do doce poeta,que encanta.
Saibas que são entes queridos que te alimentam
da sede de querer da tua alma;
e da tua vontade e alegria do teu ser.
Teus sonhos são a tua realidade.
Tua vida o teu sonho de viver.






MENSAGEM

Ah! Saber que existiu Fernando Pessoa . Ler seus poemas . É lidar com a emoção e crer que DEUS existe.


FERNANDO PESSOA

Ó MAR SALGADO, QUANTO DO TEU SAL
SÃO LÁGRIMAS DE PORTUGAL!
POR TE CRUZARMOS , QUANTOS MÃES CHORARAM,QUANTOS FILHOS EM VÃO REZARAM!QUANTAS NOIVAS FICARAM POR CASAR
PARA QUE FOSSES NOSSOS, Ó MAR!

VALEU A PENA? TUDO VALE A PENA
SE A ALMA NÃO É PEQUENA.
QUEM QUER PASSAR ALÉM DO BOJADOR
TEM QUE PASSAR ALÉM DA DOR. DEUS AO MAR O PERIGO E O ABISMO DEU,
MAS NELE É QUE ESPELHOU O CÉU.







Essa reportagem foi avaliada como uma das melhores sobre: Etica na profissão. O professor e editor do caderno de cultura do jornal Hoje em Dia, Cesar Macedo, registrou como uma matéria ótima e com muitas fontes e informações.

O DESAFIO DA ÉTICA NA ARTE DE EDUCAR

Márcia Cesar

A ética no exercício do magistério é um dos grandes desafios do educador. Partindo do pressuposto que o professor é o condutor do processo de formação ético- moral do aluno é natural que ele adote a si mesmo como modelo. A arte de educar através de seu próprio exemplo referencia seus ensinamentos. Da educação básica à universidade o profissional da educação é comprometido com os princípios éticos e forma a base do crescimento pessoal dos seus educandos e de si mesmo. O uso do código de ética visa apenas disciplinar a conduta do profissional. Aquele consciente e de boa formação moral, mesmo que não conheça o código de ética, não o infrigirá.

IDEB O índice de Desenvolvimento da Educação (IDEB) relativo a 2007 mostra evolução no desempenho dos estudantes, que atingiu as metas propostas. Numa escala de 0 a 10, o ensino fundamental teve 4,2 da 1ª a 4ª série, ante 3,8 em 2005. Da 5ª a 8ª, o índice pulou de 3,5 para 3,8, no ensino médio, de 3,4 para 3,5. Em relação às metas , o ensino médio evoluiu pouco, mas, assim como o fundamental, já atingiu a meta de 2009. O objetivo do IDEP além de estipular metas de melhorias, para escolas,municípios, e Estados é unir em um mesmo indicador as notas e taxas de aprovação. Uma tentativa de sinalizar que não adianta aprovar um aluno que não aprendeu. No entanto, apesar da evolução no desempenho dos alunos, a qualidade do ensino é questionável. As escolas geradas por cada governo e os modismos pedagógicos são alguns dos vilões nesse processo.

INVERSÃO A especialista em educação, Daniella Reis Farinha, 36 anos, é supervisora da Escola Estadual Coronel Fulgêncio localizada no bairro Ouro Preto, em Belo Horizonte.“A responsabilidade e o compromisso ético do professor são presentes na relação entre professor e aluno e constituem a ponte de ligação entre o conhecimento e a aplicação desses conhecimentos na vida”, analisa a supervisora. Segundo ela, Subverter essa ordem é não zelar pelo bom exemplo. “Sem esse compromisso o educador provoca a inversão de papéis e promove a descrença nos valores éticos”, explica Daniella. Ela ressalta que o professor não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando. Ao assumir a sua prática o educador deve assumí-la com ética. “ Será das crianças que educamos hoje que partirão as mudanças renovadoras da sociedade de amanhã”, diz ela. A especialista comenta que já trabalhou em escolas particulares e públicas e em todas elas encontrou, ao lado de bons profissionais, aqueles sem nenhum compromisso com a função. Ela deu o exemplo de um profissional que chegou ao “absurdo” de, durante todo o ano, dar aulas de inglês sabendo muito pouco do conteúdo. Ela critica o profissional que adota atitudes como, essas. “Um total desrespeito com o aluno pois, ainda que o professor graduado em letras tenha o direito de pegar aulas de outro idioma, ele está negando o acesso do aluno ao conhecimento”, explica.

ÉTICA Já a falta de ética na escola que atende alunos de um dos conglomerados mais violentos da cidade é relatado por M.R.P. A professora se identificou apenas pelas iniciais do seu nome. Ela conta que a ética passa longe do comportamento adotado pela maioria dos professores que ali atuam. “Os alunos não nos oferecem possibilidades de realizar um trabalho de resgate de cidadania, eles já chegam à escola com um histórico de vida de dar arrepios”, afirma. Ela diz que é difícil lidar com alunos assim. “A linguagem deles só nos dá a opção de falar a língua que eles entendem”. Confessando-se decepcionada com a profissão ela não “vê a hora” da aposentadoria. “É impossível pensar em ética na profissão em uma escola como essa , aqui é falar a língua deles ou esquecer, de vez, que é professora”, complementa.
Localizada na favela do Cafezal, a Escola Municipal Levindo Coelho busca soluções para tratar de problemas semelhantes. Sob a coordenação da pedagoga e professora, Morgana Brandão Nunes, 48 anos, é desenvolvido um projeto de inclusão social. Ela confirma que o exemplo de M.R.P. é o de muitos professores hoje em dia. “Realmente não é fácil lidar com essa clientela que traz uma experiência de vida pautada em exemplos de violência e abandono”, diz a pedagoga. A Escola optou por buscar parcerias na iniciativa privada. Morgana coordena um projeto que oferece atividades esportivas e oficinas de artes. O aluno é incentivado à adoção de princípios éticos no comportamento de seu dia a dia.
Segundo ela, o objetivo maior do projeto é dar uma visão mais positiva do nosso mundo. Os requisitos básicos para o profissional trabalhar no projeto são a identificação com a proposta e a adoção de uma postura ética na prática das atividades. “O magistério é quase um sacerdócio e é com dedicação, paciência, amor e ética diante da profissão que conseguimos desenvolver um trabalho baseado em uma relação, de respeito e admiração, entre aluno e professor”, explica a pedagoga.

PARÂMETROS Na Escola Municipal Marconi o atendimento se estende aos alunos do ensino médio. Apesar da localização na zona sul atende alunos de várias regiões de Belo Horizonte. Esse ano conseguiu o primeiro lugar no exame do Enem dentre as escolas municipais. O diretor Alírio Amaro de Araújo Abreu, 60 anos, ressalta que quando vivemos a autenticidade, exigida pela prática de ensinar – aprender, participamos de uma experiência total, diretiva, política, ideológica, pedagógica, estética e ética. “A responsabilidade deve achar-se de mãos dadas com a decência e a serenidade”, diz ele. O diretor acrescenta que a moral e a ética são parâmetros de trabalho na função do magistério. “Os professores trabalham os valores, nos quais acreditam, com verdade que podem ser comprovadas”, afirma o diretor.

DESCASO A ex-professora de História das Faculdades Pitágoras, em Montes Claros, Maria Lúcia Amorim, desenvolve um estudo sobre a ética no exercício do ensino universitário. A importância do tema chama a atenção por causa das suas particularidades. “A prática educativa deve ser coerente com os padrões éticos que regem a sociedade, pois somos os responsáveis pela construção do processo ético do indivíduo e dele fazemos parte desde o início”, argumenta. A professora destaca que vem observando uma mudança “para pior” com relação à ética dos profissionais da educação. Ela aponta que nas faculdades particulares o problema é ainda maior. “Parecem que se esqueceram dos princípios éticos que regem a função do ensino e com isso as faculdades particulares rompem com os laços do bom senso e só visam o lucro, pois o que observo é grande parte dos alunos, que ingressam nessas faculdades, serem aprovados por um critério que exige, apenas, um desempenho mínimo na habilidade de ler e escrever”.
Maria Lúcia destaca que na etapa do ensino superior é esperado que o aluno adquira conhecimentos suficientes para capacitá-lo ao mundo do trabalho.
Segundo ela, o grande paradoxo no ensino superior é o aluno não encontrar suporte necessário para desenvolver o pouco do saber que trás da educação básica e do ensino médio. “É como se sacramentasse a máxima que permeia toda a vida estudantil: o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende referendado o total descaso pelos procedimentos éticos na educação”, diz ela.
A professora também critica as alegações de salários baixos e escolas mal equipadas como argumentos para essa falta de compromisso do educador. “Sei de casos de professores que usam da desculpa de que ganham mal e que as escolas não têm material adequado, para justificarem aulas de cuspe e quadro”diz ela. Maria Lúcia condena o uso da profissão do magistério como “bico”. Ela considera atitudes como essa de “cúmulo” da falta de ética.

SOLUÇÃO Em entrevista coletiva o ministro da Educação, Fernando Haddad, diz acreditar que a divulgação dos índices do IDEB faz com que as escolas tenham um diagnóstico mais preciso dos seus problemas. “O casamento entre o que se ensina e se avalia”, analisa o ministro. Para os professores a luta continua em busca de soluções que propiciem melhores resultados na educação.
CRÔNICA DO DOCUMENTÁRIO SOBRE A LAGOINHA PARA O TRABALHO DE PANORAMA DAS ARTES E DO MUNDO.
O trabalho foi selecionado para compor a videoteca do Museu Abílio Barreto . BH


LAGOINHA

Essa crônica foi inspirada em meu pai, Geraldo Reis, o compositor Joel (marido de D. Mires) e nas lembranças das minhas aulas de acordeon com D Luiza .

Márcia Cesar

Um bairro central de Belo Horizonte descrito , em outros tempos por compositores anônimos, com versos que exaltavam um reduto de boêmios. Embalados pelo calor do álcool e por dedilhar de violões, várias vozes entoavam letras de um canto de lamento por amores impossíveis ou de exaltação às madrugadas sem fim.
A rua com nome de Visconde Mauá era sinônimo de “ mulheres da vida”. Casas e barracões onde se alojavam as amantes dos homens com dinheiro, ou das jovens que ficavam grávidas fora do casamento.
A sociedade repudiava os moradores do reduto, mas espiava, com curiosidade mórbida, a luz vermelha refletida nos tetos daquelas construções.
Os bares não tinham hora de fechar. Sentar em suas mesas, beber, fumar, compor , chorar, era o ritual dos boêmios.
Os homens de toda e qualquer família ali chegavam para realizar desejos e estancar o pranto da alma.
O burburinho e o movimento nas madrugadas das suas ruas eram envolvidos com a fumaça de cigarros inocentes.
Homens se vestiam de mulheres e transmudavam –se. Davam vazão ao seu apelo interior e eram compreendidos . Havia uma cumplicidade estabelecida sem preconceitos. A “ sociedade” em volta fingia que não via.
A Lagoinha seguia guardando seus segredos. Sua arquitetura neo clássica e eclética de dia abrigava um comércio intenso de ferros velhos, padarias de italianos e escolas de música para jovens de classe média de outros bairros. A noite era a guardiã da sua transformação.
O Ribeirão do Arrudas dividia a larga avenida e , às vezes revolto, já dava sinais da sua indignação com a poluição . Suas águas invadiam casa e lojas adjacentes em períodos de chuva mais intensa.
Calaram o ribeirão. Taparam seu clamor com cimento. Surgiu a Avenida com nome de imperador , mas sem nascente.
As luzes vermelhas das casas se apagaram. A boêmia perdeu a sua graça e virou “lazer noturno” encontrada em qualquer bar de qualquer região.
Calaram – se as vozes embaladas pelo álcool e pela paixão, que enalteciam as noites da lagoinha.
Os casarões e casas, com “estilo” ou “sem estilo”, foram demolidas . Tragadas por indenizações ou abandonadas levaram junto seu “povo”.
A cidade, ainda jovem, não conhece e nem reconhece seu passado. Desfaz –se de sua memória e expulsa de seus arredores a realidade que a hipocrisia não queria ver.
Restaram alguns prédios e algumas casas mais afastadas do reduto principal. Nas esquinas, uns bares abrigam um comércio de corpos , sem canto , sem encanto, sem paixão.
Onde está o velho bairro Lagoinha , senão em fotos em preto e branco expostas em museus e amarelecidas pelo tempo?
Podemos ainda encontrá-lo. Através do olhar e das histórias do velho dono do bar. O bar não mais existe. Mas as lágrimas de tristeza daquele velho, contando suas reminiscências, cria dentro da gente a certeza que só preservando o passado da nossa cidade seremos donos do nosso presente e nossas lágrimas no futuro serão apenas de saudades.

Somos quem somos porque queremos.

É sério! A gente tem a chance de sonhar os sonhos que a gente quer. Daí a realizá-los é uma questão pessoal de luta, discernimento e vontade de vencer!

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BH, MG, Brazil
Sou na luta pela vida, alguém que não desconhece seus iguais. Sonha com a pureza de realizar algo que consiga sensibilizar o rude de coração e convencer o incrédulo que o amor existe se a gente deixar de amar só a nós mesmos.